MG: Em uma semana, leoa branca e chimpanzé morrem em zoo de Belo Horizonte
Os animais eram recém chegados ao zoológico e estavam em tratamento de saúde

O zoológico de Belo Horizonte (MG) perdeu, em uma semana, dois importantes animais: a leoa branca, Pretória, recém chegada ao parque e a chimpanzé Kelly, que estava no zoológico da capital há pouco mais de mês.
A morte da leoa branca, de 14 anos, ocorreu na terça-feira (11), após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um processo de anestesia para realização de um tratamento de canal. O leão branco Mafu, que chegou no dia 15 de outubro, junto com Pretória, vindos do zoológico do Beto Carrero em Santa Catarina, passou pelo mesmo procedimento no dia anterior e se recupera bem.
Já na quarta-feira (12), um dia depois da morte da leoa, a chimpanzé Kelly também morreu. Ela estava de quarentena desde que chegou ao zoológico de BH, em outubro deste ano, vinda de um zoológico em Sorocaba, no interior de São Paulo. A fêmea estava passando por tratamento devido a complicações no útero e precisaria realizar exames fora do zoo. Para isso, foi submetida a anestesia e também não resistiu.
"A gente quer saber o que está acontecendo, então nós vamos procurar todos os canais que temos dentro do zoológico para saber o porquê da morte destes animais, mas lembrando que animais de grande porte como estes eles chamam muito mais atenção. Quando a gente perde um leão como a gente perdeu, no caso a leoa, quando você perde um chimpanzé, quando você perde um elefante como a gente perdeu, quando você perde uma girafa, a comoção é muito maior. O nosso compromisso é deixar tudo de forma bem transparente no caso da morte destes dois animais", afirmou o Prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião.
Com a morte de Pretória, o macho Mafu será observado. Ainda segundo o Prefeito, o bem estar dele será priorizado e não se descarta a possibilidade de uma transferência do macho para outro zoológico onde tenha uma fêmea. Ou ainda, trazer outra fêmea para o zoo de BH para ajudar na readaptação.
Segundo Damião, nos últimos cinco anos, a média de animais mortos em um ano no zoo gira em torno de 48. O ano de 2025, foi o com menor número de mortes registradas até então, com 35 óbitos.
Em junho deste ano, o elefante Jamba de 29 anos também morreu no zoo de BH. A FPMZB (Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica) confirmou, na época, que o macho tinha problemas articulares e vinha tendo dificuldade na movimentação. Ele estava sendo tratado pela Escola de Veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pelo Zoológico do Oregon (EUA), em razão de uma inflamação no membro anterior direito. Em 2021, a outra elefanta do zoológico, Bere, morreu por infecção generalizada também sob os cuidados da instituição.
O zoológico de Belo Horizonte recebe cerca de 40 mil pessoas todos os meses.
A CNN Brasil entrou em contato com a FPMZB sobre as mortes registradas no zoológico e aguarda retorno.


