O que sabemos sobre casos de intoxicação por "falsa couve" em Minas Gerais
Consumo de planta tóxica confundida com couve já provocou intoxicação em 11 pessoas no estado; uma delas morreu

O consumo de uma planta tóxica confundida com couve já provocou intoxicação em 11 pessoas em Minas Gerais. A "falsa couve", também conhecida como "fumo bravo" é visualmente parecida com uma folha de couve e considerada extremamente tóxica, portanto, não pode ser consumida.
Os primeiros casos surgiram no início deste mês, após ao menos quatro pessoas da mesma família consumirem a planta. Segundo o CBMMG (Corpo de Bombeiros de Minas Gerais), as vítimas comeram a folha durante uma confraternização em uma chácara na zona rural de Patrocínio (MG).
A planta teria sido preparada para o almoço e, logo após o consumo, as vítimas apresentaram mal-estar, dormência na perna, falta de força muscular, dificuldade de respirar e visão prejudicada.
De acordo com a Polícia Militar, a intoxicação teria ocorrido de forma acidental. Os agentes encontraram a planta nas proximidades da cozinha da residência, reforçando a hipótese de erro na identificação durante o preparo da refeição. O material suspeito foi recolhido para passar por análises para confirmar a espécie e identificar eventuais substâncias tóxicas envolvidas.
Segundo a PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais), um inquérito foi aberto para investigar o caso e "os levantamentos preliminares realizados no local, indicam a possibilidade de envenenamento acidental, o que será investigado."
Uma morte por intoxicação
Entre as vítimas que consumiram a "falsa couve", está uma mulher de 37 anos, identificada como Claviana Nunes. A mulher começou a passar mal horas após ter ingerido a planta e foi socorrida pelos bombeiros já em parada cardiorrespiratória.
Claviana chegou a ser internada no último dia 8 deste mês, mas sofreu uma lesão cerebral grave e morreu, na noite da última segunda-feira (13). A morte foi confirmada pela secretária de Saúde do município, Luciana Rocha.
Além de Claviana, outras três pessoas consumiram a planta e precisaram de atendimento médico em decorrência da intoxicação.
- Um homem de 60 anos, que permanece internado na UTI, entubado, sob ventilação mecânica e uso de sedação. Os familiares do paciente, segundo a Secretaria de Saúde do município, foram informados da gravidade do caso;
- Um homem de 64 anos, que apresentou melhoras e recebeu alta da UTI, mas segue sendo monitorado em um leito de enfermaria;
- Um idoso de 67 anos, que teve sintomas mais leves, chegou a ir ao hospital, mas foi liberado no último dia 9 deste mês.
Mais casos de intoxicação
Na última quinta-feira (16), mais sete pessoas foram diagnosticadas com intoxicação alimentar após consumirem a "falsa couve". A informação foi divulgada nas redes sociais pelo Prefeito de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, Sérgio Moreira.
No vídeo, o prefeito faz um alerta para que a população não cultive a planta em casa. “Acabem com tudo, quem em casa tiver exemplar desta planta, por favor, acabem com isso tudo. Assim você vai se manter seguro, manter sua família segura e manter toda a nossa cidade segura também”, alertou.
“Falsa couve, também conhecida como "fumo-bravo", tem feito vítimas aqui em Santa Vitória também. Até agora, já temos sete casos confirmados e suspeitamos que muitas pessoas possam cultivar essa planta altamente tóxica em casa”, declarou Sérgio.
Segundo ele, as sete vítimas teriam consumido a planta há algumas semanas e passado mal, com episódios de vômito, diarreia, dificuldade respiratória, perda de força e problemas de visão.
Todos foram socorridos, receberam atendimento médico e já se recuperam em casa. "Eles tiveram intoxicação grave, mas, graças à equipe do nosso pronto-socorro, foram atendidos a tempo e não evoluíram da pior forma", afirmou o chefe do executivo.


