Pai e filha são presos suspeitos de esquema criminoso de R$ 2 milhões

Homem, de 48 anos, e a jovem, de 26, devem responder pelos crimes de corrupção passiva, estelionato, uso de documento falso e associação criminosa

Daniela Mallmann, da CNN, Belo Horizonte
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Um servidor municipal, de 48 anos, e a filha dele, de 26, foram presos em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, durante a operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na manhã de quarta-feira (13).

Segundo a Polícia, pai e filha são investigados suspeitos de integrar um esquema de venda irregular de terrenos no município com prejuízos milionários às vítimas.

A PCMG informou ainda que, “no inicio deste ano, a polícia recebeu uma denúncia da Procuradoria do Município que identificou irregularidades na negociação de terrenos e lotes no Distrito Industrial, no âmbito do Programa Avança Poços (Lei nº 8.602, de 2009). A partir daí deu-se início as investigações”.

As apurações apontaram que o servidor suspeito atuava para obter vantagem indevida, exigindo contrapartidas de empresários interessados nos terrenos.

“Ele apresentava atas de reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Industrial (CDEI) com indícios de regularidade, mas que se mostraram falsas durante as investigações”.

A filha do servidor público também teria participado do esquema. Ela recebia parte dos valores solicitados, inclusive por meio de contas próprias e de sociedades empresariais das quais os dois eram sócios.

Conforme as investigações, três empresas teriam realizados pagamentos nos valores de R$ 100 mil, R$ 1,8 milhão e R$ 250 mil, superando a quantia de R$ 2 milhões.

Durante a operação, a PCMG apreendeu documentos, celulares e notebooks que irão auxiliar na instrução do inquérito, instaurado para apurar os crimes de corrupção passiva, estelionato, uso de documento falso e associação criminosa.

Os investigados foram conduzidos à delegacia onde o servidor teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao sistema prisional, enquanto a filha cumprirá prisão domiciliar, conforme determinação judicial.

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