Polícia prende 11 em operação contra facção em MG

Segundo a polícia, suspeitos buscavam impor regras próprias na cidade, como toques de recolher e tentativas de impedir que moradores acionassem as forças de segurança

Daniela Mallmann, da CNN Brasil, em Belo Horizonte
Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais  • Reprodução
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A operação Vis Legis, deflagrada pela PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) nesta sexta-feira (28) em Cataguases, na Zona da Mata mineira, prendeu 11 suspeitos ligados a uma célula de organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro.

Foram cumpridos cerca de 40 mandados, entre prisões temporárias, buscas domiciliares, apreensão de veículos e medidas de afastamento de sigilo de dados. A polícia apreendeu entorpecentes, munições, veículos, aparelhos celulares, balanças de precisão, anabolizantes e outros materiais de interesse investigativo.

Das 11 prisões, seis ocorreram por meio de mandado e cinco foram feitas em flagrante.

Segundo a polícia, os suspeitos buscavam impor regras próprias na cidade, como toques de recolher e tentativas de impedir que moradores acionassem as forças de segurança para atendimento de ocorrências.

As investigações começaram após uma briga entre adolescentes durante jogos escolares do município, no dia 7 de novembro. De acordo com a polícia, integrantes de facções organizaram um comboio e perseguiram dois menores, que foram sequestrados, agredidos com pedaços de madeira e filmados, em ação conhecida como "Tribunal do Crime", com o objetivo de espalhar medo e demonstrar força na região.

Diante dos fatos, a Delegacia de Polícia Civil representou pela prisão temporária dos envolvidos.

O delegado Giovane Dantas, responsável pelas investigações, afirmou que a operação reforça a postura diante de tentativas de domínio territorial. "Não será admitida qualquer tentativa de impor regras próprias, restringir a circulação de cidadãos ou intimidar a população", declarou.

Entre as práticas identificadas pela polícia estão a determinação de toques de recolher e até mesmo a proibição de que moradores acionem a polícia para atendimento de ocorrências, evidenciando a tentativa do grupo de substituir a autoridade estatal por um controle ilícito.

Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e as investigações prosseguem.