"Problema não é droga, é anabolizante", diz influencer preso nos Emirados
Lohan Ramires contesta condenações por tráfico e lavagem de dinheiro

Lohan Ramires, influenciador digital com mais de meio milhão de seguidores, foi preso nos Emirados Árabes Unidos e alega que seu problema judicial é sobre uso de anabolizantes, e não tráfico de drogas.
O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) descreve ele como foragido da Justiça brasileira, condenado a mais de 23 anos de prisão por tráfico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Ramires afirma ter sido preso ao renovar seu visto em Omã devido a um mandado desconhecido, sendo liberado sob fiança de menos de R$ 3 mil após quatro dias, com as autoridades locais, supostamente, reconhecendo a "fragilidade probatória".
Sua defesa destaca que laudos periciais indicam que a substância apreendida em sua casa não era anabolizante nem droga, mas Manitol. Ele também alega ter saído do país com proposta de trabalho antes do trânsito em julgado de sua condenação, não sendo, portanto, um foragido.
Para o influenciador, o Brasil "persegue as pessoas que conseguem as coisas" e a mídia "trabalha com a mentira".
Quem é Lohan Ramires, influenciador brasileiro detido nos Emirados Árabes
O que diz o Ministério Público?
O MPMG, por sua vez, ressalta que Lohan Ramires era alvo principal das operações "Diamante de Vidro", "Má Influência" e "Erínias", que investigaram organizações criminosas.
Ele é acusado de usar sua influência para promover a venda ilegal de anabolizantes e lavar dinheiro por meio de aquisição de joias, veículos de luxo e ocultação de valores, ostentando uma vida luxuosa nos Emirados. Uma condenação de 12 anos, 11 meses e 18 dias pela Operação Má Influência já transitou em julgado.
Ele também é investigado por um suposto esquema para assassinar autoridades da comarca de Uberlândia e, como parte de uma rede criminosa, movimentou mais de R$11 milhões. O MPMG está realizando os trâmites burocráticos para sua extradição ao Brasil.


