Quem era policial penal morto por detento dentro de hospital em MG
Euler Oliveira Pereira Rocha era empreendedor e havia inaugurado recentemente um espaço de lazer em Belo Horizonte; criminoso teria entrado em luta corporal e roubado a arma do agente

O policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, de 42 anos, morto a tiros por um detento do qual ele fazia a escolta em um hospital, era empreendedor e havia inaugurado recentemente um espaço de lazer na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O homem foi morto no domingo (3).
Nas redes sociais, Euler tinha quase 500 seguidores e mostrava o andamento das obras do Recanto Pitt Bull, local que era dono. Na biografia do perfil, o policial penal destacava a frase "seja forte e corajoso".
Nos últimos dias, Euler apareceu no perfil do espaço para agradecer pelo momento que o empreendimento passava. No registro, ele comemora o fato de diversos clientes terem aparecido em todos os dias do final de semana.
Após a morte de Euler, amigos foram até as redes sociais para prestarem homenagem ao homem. Em um comentário, um colega de profissão diz: "Você que me ensinou a trabalhar na Polícia Penal meu irmão!!! Descanse em paz, guerreiro!!!"
O perfil oficial do Recanto Pitt Bull publicou uma nota de pesar. Veja o posto abaixo:
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Detento pegou farda de policial
Imagens de câmeras de segurança do Hospital Luxemburgo mostram o momento em que o detento, de 24 anos, que matou o policial penal, deixa a instituição. É possível ver que o criminoso deixa a clínica vestido com a farda e mochila do agente de segurança. Veja vídeo abaixo:
Segundo informações repassadas à CNN pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) o detento teria entrado em luta corporal com o agente penal Euler Oliveira Pereira Rocha e conseguido tirar a arma do policial. Disparou por duas vezes e, em seguida, tirou a farda que o agente usava e a vestiu para conseguir fugir do hospital.
Assim que a situação foi identificada, a equipe assistencial do hospital acionou o protocolo de emergência com Código Azul, prestando imediato atendimento e todos os esforços de reanimação à vítima, que acabou não resistindo.
“O paciente em questão foi internado para tratamento médico pelo SUS (Sistema Único de Saúde), encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde. Como o hospital é credenciado ao SUS, tem o dever de receber e tratar todos os pacientes encaminhados via regulação, inclusive aqueles em situação de custódia. Nestes casos, a responsabilidade pelo controle e escolta é de competência da Sejusp, por meio da Polícia Penal de Minas Gerais”, diz trecho da nota do hospital.
As forças de segurança foram acionadas, e o suspeito foi preso e encaminhado para a delegacia, onde teve a prisão em flagrante ratificada por homicídio qualificado. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) informou que a perícia oficial compareceu ao local dos fatos para identificar e coletar vestígios. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização dos exames.
A Sejusp instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente o caso.
Segundo a Sejusp, o detento havia sido admitido na Penitenciária José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, no dia 14 de julho, e possui passagens pelo sistema prisional desde 2018, respondendo a diversos inquéritos por crimes como tráfico de drogas, furto, posse ilegal de arma de fogo e homicídio.
“A Sejusp lamenta a morte do servidor e se solidariza com familiares, amigos e colegas do policial penal.”


