Servidores alvos de operação sobre mineração ilegal são exonerados em MG

Os exonerados são suspeitos de favorecimento a empresas mineradoras mediante pagamento de propina

Daniela Mallmann, da CNN, em Belo Horizonte
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Servidores do governo de Minas, alvos de investigações da Polícia Federal na Operação Rejeito, foram exonerados nesta quarta-feira (17). A informação foi publicada na edição extra do Diário Oficial.

O governo se manifestou por meio de nota. “A atual gestão informa que está tomando todas as medidas administrativas cabíveis, incluindo a exoneração e afastamento dos servidores do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) implicados em investigação da Polícia Federal (PF).”

Os servidores exonerados são Arthur Ferreira Rezende Delfim, diretor da Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente), preso na operação; Fernando Baliani da Silva, diretor de Gestão Regional da Feam, alvo de mandados de busca e apreensão; Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do IEF (Instituto Estadual de Florestas), alvo de busca e apreensão.

O ex-presidente da Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente), Rodrigo Gonçalves Franco, que também foi preso durante a operação, deixou o cargo no sábado (13), quatro dias antes da prisão.

“O Governo de Minas não compactua com desvios de condutas de quaisquer servidores e preserva o direito ao contraditório e a ampla defesa.”, complementou o Governo em nota.

A operação Rejeito, que foi deflagrada nesta quarta-feira (17), apura uma esquema de concessão fraudulenta de licenças ambientais e favorecimento a empresas mineradoras mediante pagamento de propina.

Segundo a PF, a organização criminosa atua há pelo menos 5 anos em Minas Gerais com envolvimento de servidores da Feam, IEF, Semad e outros órgãos ambientais.

Ainda segundo o Governo do Estado, “por meio da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Governo de Minas segue colaborando com a PF e as demais autoridades competentes, visando a apuração idônea dos fatos e a punição exemplar aos responsáveis.”