Três são presos em flagrante durante operação contra lavagem de dinheiro

Um dos integrantes do grupo criminoso agia de dentro da penitenciária em Minas Gerais

Daniela Mallmann, da CNN, Belo Horizonte
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Três pessoas foram presas e 10 mandados de prisão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (29), durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico de drogas em Minas Gerais.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Governador Valadares, Contagem, Uberlândia e Cariacica em uma ação conjunta da Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Minas Gerais, 11ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares.

Segundo a Polícia Militar, “a operação chamada de “Terceira Estação” teve como foco desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e demais crimes correlatos, com base de atuação em Governador Valadares.”

As investigações permitiram aos agentes identificar a atuação de outros integrantes da organização criminosa, com destaque para um indivíduo, atualmente preso no Complexo Público-Privado de Ribeirão das Neves, Grande Belo Horizonte.

Os investigadores apontaram que mesmo preso, o criminoso continuava exercendo o comando das atividades ilícitas a partir da unidade prisional, com o apoio direto da companheira, que inclusive utilizava uma identidade falsa. Segundo a polícia, a mulher soma diversas condenações que totalizam mais de 34 anos de reclusão por tráfico interestadual de drogas e roubos a instituições financeiras. Ela esteve envolvida em movimentações de mais de R$ 21 milhões em transações financeiras suspeitas.

As investigações revelaram ainda “a existência de uma sofisticada estrutura criminosa, com articulação intra e extramuros, com sede no bairro Primavera, mas com ramificações em diversas unidades da federação, empregando métodos modernos de ocultação patrimonial e movimentação financeira ilícita.”

Durante a operação, foram apreendidos, dois revólveres calibre.38, 32 munições do mesmo calibre, substâncias análogas ao crack e à maconha, a quantia de R$ 10.157 em espécie, além de documentos e dispositivos eletrônicos.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de ativos financeiros de mais R$ 10 milhões.

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