Onda de calor "reduz" de tamanho, mas ainda afeta partes de SP, MG, MS e GO

Últimos dias de setembro devem ser quentes, com as temperaturas 5ºC acima da média; alerta do Inmet é válido até quarta-feira (30)

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, São Paulo
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O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu, nesta segunda-feira (28), um novo alerta vermelho de "grande perigo" para onda de calor para diversas áreas de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

O aviso é válido até às 18h da próxima quarta-feira (30).

Os últimos dias de setembro devem ser quentes, com as temperaturas 5ºC acima da média. O Instituto alerta para o risco à saúde devido ao calor intenso.

Segundo o alerta, os municípios de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Piracicaba, Araraquara, Araçatuba, Bauru e Ribeirão Preto em São Paulo devem ser afetados pela onda de calor.

Em Minas Gerais, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri, Vale do Rio Doce, Zona da Mata, Jequitinhonha e o Oeste, Sul, Sudoeste, Norte, Noroeste mineiros estão dentro da área de alerta.

Já em Goiás, o Sul e o Leste do estado estão na zona de perigo. E no Mato Grosso do Sul a região leste deve ser afetada.

O que gera essa onda de calor

Esse calor vem de dois fatores: um que "puxa" o ar quente do norte e outro que "prende" esse calor sobre a região.

Uma área de baixa pressão, entre o norte da Argentina e o Paraguai funciona como um grande redemoinho de vento. No Hemisfério Sul, ele gira no sentido horário e, ao girar, arrasta ar quente das regiões mais ao norte em direção ao Sul do Brasil, ao Paraguai e à Argentina. Quanto mais forte a baixa fica a previsão é que ela se aprofunde e o ar fique mais quente.

Lá no alto da atmosfera (entre 5 e 12 km de altura), forma-se uma circulação de alta pressão que empurra o ar para baixo. Esse processo se chama subsidência, quando o ar se comprime, ele esquenta. Já quando o ar desce, ele é comprimido perto da superfície e aquece.

*Sob supervisão de André Rigue