Ameaça de atentado "extremista" fecha prédio da OAB-RJ

Ataque à sede no centro do Rio de Janeiro aconteceria nesta quinta-feira (3), segundo alerta de segurança

Guilherme Gama, da CNN, São Paulo
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Após uma suposta ameaça de ataque, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Ana Tereza Basilio, decidiu fechar o prédio sede da Seccional Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.

O ataque aconteceria nesta quinta-feira (3), de acordo com alerta emitidos por autoridades de segurança. Todas as atividades previstas também foram canceladas. A informação foi divulgada pelo O Globo e republicada pela presidente da entidade nas redes sociais na noite desta quarta-feira (2).

A decisão foi tomada após alerta emitido por autoridades da área de segurança pública, na noite de quarta-feira (2), informou a OAB-RJ à CNN. A ameaça está relacionada a extremistas, conforme o órgão. 

O fechamento de caráter temporário, mandando pela presidente, prevê a retomada das atividades a partir das 12h desta quinta-feira (3).  

A CNN entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio de Janeiro, com a OAB-RJ e com a Polícia Federal, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.

A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) informou que o Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi acionado para a ocorrência e realiza uma varredura no prédio.

Prédio já foi esvaziado por ameaça de bomba

O prédio da OAB, no centro do Rio de Janeiro, foi interditado em fevereiro de 2023, por uma ameaça de bomba no local. Na época, Agentes do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil do Rio fizeram inspeção no imóvel.

A varredura foi realizada após funcionários terceirizados da equipe de limpeza do prédio terem encontrado bilhetes com ameaça de explosão de bombas e solicitado de esvaziamento do local. No momento acontecia uma cerimônia de entrega de carteiras profissionais para futuros advogados.

“O Esquadrão Antibombas acabou a varredura e não foi encontrado nenhum artefato. Agora eles vão conduzir a investigação para descobrir o responsável. Todas as câmeras estão em posse da Polícia Civil”, disse a então presidente da instituição, Luciano Bandeira, no dia do ocorrido.