Brics: Forças Armadas fazem treinamento contra ataque químico no RJ
Comandante diz que conflito entre Israel e Irã, que passou a ser membro da Cúpula, está sendo monitorado para “sabermos das ameaças e atualizarmos a atuação”
A segurança para a realização da Cúpula do Brics no Rio de Janeiro ganhou relevância estratégica neste momento de escalada da tensão entre Israel e Irã. O tenente-coronel André Bifano, comandante do 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica e Radiológica do Exército, disse nesta terça-feira (17) que o conflito está sendo monitorado pelo setor de inteligência das Forças Armadas.
“Nós estamos fazendo uma análise de inteligência para sabermos das ameaças e atualizarmos nossa atuação”, destacou o coronel Bifano.
O comandante coordenou um treinamento especializado em ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares (QBRN), no Forte de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
O exercício envolveu Exército, Marinha e Força Aérea brasileira. Os militares simularam uma situação de ataque durante a chegada de chefes de Estado no Rio. Foram realizadas demonstrações práticas de como agir, identificar agentes perigosos e realizar a descontaminação de pessoas e materiais.
“O desafio que nós encontramos é justamente dar a resposta o mais rápido possível”, disse o comandante Bifano. E completou: “Em 15 minutos, a gente já estava com todos os nossos meios capazes de detectar a ameaça química, fazer a avaliação de onde essa contaminação iria se espalhar na cidade, descontaminar vítimas e fazer uma evacuação”.
A reunião do Brics atrai lideranças de Rússia, China, Irã e outros países. O Irã foi um dos seis países convidados a se juntar ao grupo durante a cúpula de 2023, na África do Sul. Um incidente com qualquer delegação estrangeira — seja por um ataque terrorista, um protesto violento ou um ciberataque — poderia gerar crise diplomática e foco internacional negativo.

