"Brinquedo", braço direito de "Joab" do CV, é preso no Rio de Janeiro
Edward Yuri Correia Santana integra núcleo de confiança de Joab da Conceição Silva, liderança do Comando Vermelho responsável por ordenar e coordenar ataque à delegacia

Um homem, identificado como Edward Yuri Correia Santana, vulgo "Brinquedo", foi preso na Comunidade do Barro Branco, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (28). Ele é apontado como o braço direito de Joab da Conceição Silva, o "Joab", que seria uma liderança do Comando Vermelho.
Investigações da Polícia Civil do estado indicam que "Brinquedo" participou do ataque em uma delegacia, a 60ª DP (Campos Elíseos), em 2025. Edward é apontado como um dos envolvidos na tentativa de resgate de detidos na unidade policial. As ordens para o ataque teriam sido determinadas por "Joab".
"Brinquedo" foi localizado em uma residência na região de Duque de Caxias. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão preventiva.
Veja imagens da prisão:
Segundo a Polícia Civil, os trabalhos investigatvos continuam com o objetivo de identificar e capturar todos os envolvidos no ataque.
"Joab" alvo de operação
Um grupo do CV (Comando Vermelho) responsável por extorquir moradores de comunidades do Rio de Janeiro é alvo de uma operação da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público do estado, na manhã desta terça-feira (28). Entre os alvos estão Joab da Conceição Silva, conhecido como “Joab”, Thiago Barbosa Conrado, o “Taz”, e Carlos Henrique Santos de Araújo, o “CH”.
“Joab”, "Taz” e “CH” são alvos de ação contra CV por extorsão de moradores
Os homens são apontados como líderes do tráfico da facção em diversas regiões do Rio. São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio, em Duque de Caxias, Cabo Frio e Paraty. Até o momento, sete pessoas foram presas.
Os investigadores dizem que os integrantes do crime ameaçavam e extorquiam moradores por meio da monopolização de serviços básicos nas comunidades Rua Sete, Rasta e Vila Urussaí, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Sistema de extorsão
Segundo as apurações policiais, os integrantes do CV impunham um esquema sistemático de extorsão, em que obrigavam as pessoas que moram nas comunidades a contratar serviços de internet ligados à facção. A estratégia seria uma forma de ampliar o controle territorial e financiar os crimes do grupo.
As investigações apontam que, além da exploração ilegal de serviços, “Joab”, “Taz” e “CH” também estão envolvidos em roubos de veículos, de cargas, e esquemas de lavagem de dinheiro.
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A ação de combate mobiliza cerca de 120 policiais civis, com apoio de equipes do DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital), DGPI (Departamento-Geral de Polícia do Interior) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).