Caso Henry Borel: júri é suspenso na madrugada e retorna nesta quarta (27)

Sessão foi suspensa às 2h desta quarta-feira (27) após depoimentos de delegados; julgamento de Jairinho e Monique Medeiros volta ao plenário às 11h

Camille Barbosa e Beto Souza, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo
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O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retoma, às 11h desta quarta-feira (27), o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros.

Os réus são acusados pela morte do menino Henry Borel, de quatro anos, ocorrida em março de 2021.

A sessão anterior foi suspensa por volta das 2h da madrugada, após mais de 16 horas de duração, marcadas pelos depoimentos dos delegados que conduziram a investigação.

Depoimentos de delegados marcam o 2º dia

A fase de instrução em plenário do segundo dia concentrou-se nas oitivas das testemunhas de acusação. O primeiro a depor foi o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) à época do crime.

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Durante cerca de seis horas, Damasceno detalhou que a investigação concluiu que a morte da criança não foi um acidente doméstico, mas sim resultado de agressões violentas.

O delegado destacou que mensagens recuperadas do celular da babá de Henry revelaram que Monique Medeiros havia sido alertada sobre agressões anteriores praticadas por Jairinho.

Além disso, a perícia do Instituto Médico-Legal (IML) identificou 23 lesões no corpo do menino, com causa da morte apontada como hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.

A delegada Ana Carolina Medeiros também foi ouvida antes da suspensão dos trabalhos na madrugada.

Acusações e rito do Tribunal do Júri

Dr. Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Já Monique Medeiros é julgada por homicídio qualificado (por omissão), tortura, falsidade ideológica e fraude processual.

Segundo o Ministério Público, Jairinho causou as lesões fatais, enquanto Monique se omitiu diante das agressões para proteger o relacionamento com o então vereador.

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O destino dos réus será decidido pelo Conselho de Sentença, formado por sete jurados. O julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, tem previsão de durar entre sete e dez dias devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas convocadas por defesas e acusação.

Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no tribunal.