Mãe e filha são soterradas após imóvel desabar na região do Maracanã
Segundo o CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro), mulher não resistiu e criança foi resgatada com vida após mais de 5 horas de buscas
Uma mulher morreu e uma criança foi resgatada com vida após ficarem mais de cinco horas soterradas em um desabamento de imóvel na avenida Presidente Castelo Branco, no bairro do Maracanã, zona Norte do Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira (2).
As vítimas são mãe e filha. A mulher foi identificada como Michele Martins, de 40 anos. De acordo com a Defesa Civil, o imóvel que desabou era um prédio residencial de quatro andares na região da antiga Favela do Metrô.
Segundo o CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro), outras oito pessoas foram resgatadas na ocorrência. Os bombeiros foram acionados por volta das 1h30, e ao menos 50 militares atuam no local desde o início da manhã.
A criança resgatada, que tem 7 anos, foi socorrida ao Hospital Souza Aguiar. Já as outras oito vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Salgado Filho. Não há confirmação sobre o estado de saúde delas.
O Hospital Municipal Souza Aguiar informou que o estado de saúde da menina resgatada é estável.
O desabamento ocorreu após as fortes chuvas que atingiram o Rio na noite deste domingo (1).
O COR (Centro de Operações Rio) informou que as duas faixas sentido Méier da avenida Rei Pelé seguem interditadas na altura da rua Oito de Dezembro.
A Defesa Civil Municipal foi até o local e interditou 12 imóveis residenciais que ficavam próximos ao prédio que desabou e orientou a demolição de todos eles. Segundo a prefeitura, as edificações, em condições precárias, apresentam risco de desmoronamento.
Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social estão no local prestando atendimento às famílias, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamentos necessários.
A Subprefeitura da Grande Tijuca, Guarda Municipal e CET-Rio apoiam a operação.
Monitoramento das Chuvas
Em nota, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que acompanha de forma permanente a situação das chuvas que atingiram o estado por meio do Comitê de Chuvas do Governo do Estado.
O Corpo de Bombeiros segue em estado de alerta para casos emergenciais. A Corporação foi acionada para cerca de 30 ocorrências relacionadas às chuvas, a maioria envolvendo cortes de árvores, inundações ou alagamentos.
O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN-RJ) acompanha, 24 horas por dia, as condições meteorológicas e os níveis pluviométricos no território fluminense, enviando alertas para os municípios quando necessário.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acompanha o nível dos rios na capital, Região Metropolitana e Petrópolis.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


