Estupro coletivo no RJ: polícia pede quebra de sigilo telefônico de réus

Quatro acusados foram presos; audiência de custódia de dois ocorre na tarde desta quinta-feira (5)

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a quebra do sigilo telemático e telefônico dos quatro jovens identificados nas investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na zona sul do Rio.

Eles já se tornaram réus no processo e se entregaram à polícia. Apesar da apresentação às autoridades, os celulares que teriam sido utilizados para a troca de mensagens antes e depois do crime ainda não foram entregues.

Segundo os investigadores, os aparelhos também não foram localizados durante diligências realizadas em endereços ligados aos acusados.

O delegado titular da 12ª DP (Copacabana), responsável pelo caso, Ângelo Lages, informou na tarde desta quarta-feira (4) que também representou pela busca e apreensão do adolescente investigado por participação no crime e apontado pela investigação como possível mentor da ação. O pedido, no entanto, recebeu uma parecer inicial contrário do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).

De acordo com o delegado, o adolescente investigado teria proximidade com as vítimas e sua atuação é analisada no contexto da investigação.

“Ele que tinha a confiança das vítimas, ele que já teve um relacionamento anterior com essas vítimas, e evidentemente que esse grupo não apareceu no apartamento em Copacabana por um acaso. E depois, nas imagens, é perceptível que ele aparece depois que a menina sai do apartamento, que ele aparece e faz gestos em comemoração”, afirmou Lages.

Paralelamente, a Polícia Civil também apura outros dois episódios que podem ter relação com os mesmos investigados. Um teria ocorrido em 2023 e outro em outubro do ano passado.

Audiência de custódia

Dois dos réus, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Verissimo Zoel Martins, devem passar por audiência de custódia no início da tarde desta quinta-feira (5). Segundo o TJRJ, a dos outros envolvidos não consta até o momento na pauta das audiências de custódias. A sessão avalia a legalidade das prisões e a manutenção das medidas cautelares determinadas pela Justiça.

A defesa de João Gabriel nega as acusações e afirma que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto. A CNN Brasil não conseguiu contato com o advogado do Matheus. O jovem permaneceu em silêncio durante depoimento na delegacia.

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