Estupro em Copacabana: apartamento onde ocorreu crime é de ex-subsecretário
Pai de réu por estupro coletivo foi exonerado em publicação no Diário Oficial nesta quarta-feira (4); Jjvem acusado segue foragido

Segundo investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o apartamento em Copacabana, na zona Sul da capital fluminense, onde ocorreu o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, pertence a José Carlos Costa Simonin que, até então, ocupava o cargo de subsecretário de Governança do Governo do Rio de Janeiro, ligado a pasta de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
O filho dele, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, é réu no processo. A Polícia Civil apurou que o imóvel ficava disponível para locação, porém, foi usado como cenário do crime, considerado pelos investigadores da 12ª DP (Copacabana) como uma "emboscada planejada".
Após a repercussão do caso, José Carlos Costa Simonin foi exonerado do cargo. A medida foi publicada na manhã desta quarta-feira (4) no Diário Oficial.
Vitor Hugo é um dos cinco denunciados por participação no crime. As prisões foram decretadas pela Justiça. O jovem se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (4). Além dele, Bruno Felipe dos Santos Allegretti se entregou no mesmo dia.
Já Matheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram à polícia na terça (3).
Agora, todos os adultos indiciados estão presos e seguem à cargo das autoridades.
Um adolescente de 17 anos também é investigado, com identidade preservada.
Em nota, o advogado de João Gabriel negou a acusação de estupro e informou que "confia que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia". A defesa de Matheus não se manifestou. O jovem permaneceu em silêncio durante depoimento e, em seguida, foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Por sua vez, a defesa de Simonin disse que o jovem nega a participação no crime, mas não a presença no apartamento e que ele "não teve a oportunidade de ser ouvido". Além disso, disse que soube de outra denúncia envolvendo o jovem hoje na delegacia, mas que não teve acesso ao material ainda.
Angêlo Máximo, advogado de Simonin, ainda alega que o jovem se entregou nesta manhã pois estava à espera do melhor momento para o ato, segundo avaliação da defesa técnica.
Em comunicado à imprensa, o Governo do Estado afirmou que repudia veementemente o ato de violência e informou que a Secretaria de Estado da Mulher presta apoio psicológico à vítima e à família. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos reiterou compromisso com a proteção da dignidade e a garantia de direitos.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa de todos os investigados.


