Governo do RJ divulga nomes de suspeitos mortos em megaoperação; veja lista

No total, 121 pessoas morreram nos confrontos que duraram mais de 15 horas; Quatro deles eram policiais

Felipe Andrade, Thomaz Coelho, da CNN Brasil
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O Governo do Rio de Janeiro divulgou, na manhã de hoje, parte dos nomes dos suspeitos mortos na megaoperação de terça-feira (28), no Complexo do Alemão e da Penha.

Segundo as forças de segurança, 99 suspeitos já foram identificados. Destes, 78 possuíam algum tipo de antecedente criminal e 42 deles tinham mandados de prisão em aberto.

"Tribunal do CV": quem são faccionados que torturam moradores da Penha (RJ)

Veja a lista:

  • Aleilson da Cunha Luz Junior
  • Alessandro Alves de Souza
  • Cauãn Fernandes do Carmo Soares
  • Fabiano Martins Amancio
  • Juan Marciel Pinho de Souza
  • Marllon de Melo Felisberto
  • Carlos Henrique Castro Soares da Silva
  • Brendon César da Silva Souza
  • Yuri dos Santos Barreto
  • Michael Douglas Rodrigues Fernandes
  • Alisom Lemos Rocha
  • Richard Souza dos Santos
  • Maicon Thomaz Vilela da Silva
  • Jonas de Azeredo Vieira
  • Lucas da Silva Lima
  • Michel Mendes Peçanha
  • Claudinei Santos Fernandes
  • Fernando Henrique dos Santos
  • André Luiz Ferreira Mendes Junior
  • Marcos Adriano Azevedo de Almeida
  • Cleiton da Silva
  • Douglas Conceição de Souza
  • Maicon Pyterson da Silva
  • Alexsandro Bessa dos Santos
  • Danilo Ferreira do Amor Divino
  • Waldemar Ribeiro Saraiva
  • Wendel Francisco dos Santos
  • Cleideson Silva da Cunha
  • Marcio da Silva de Jesus
  • Luan Carlos Marcolino de Alcântara
  • Nelson Soares dos Reis Campos
  • Victor Hugo Rangel de Oliveira
  • Maxwel Araújo Zacarias
  • Hercules Salles de Lima
  • Willian Botelho de Freitas Borges
  • Ronaldo Julião da Silva
  • Yan dos Santos Fernandes
  • Célio Guimarães Júnior
  • Marcos Vinicius da Silva Lima
  • Alessandro Alves Silva
  • Kauã Teixeira dos Santos
  • Jeanderson Bismarque Soares de Almeida
  • Diego dos Santos Muniz
  • Yago Ravel Rodrigues Rosário
  • Edione dos Santos Dias
  • Rodolfo Pantoja da Silva
  • Hito José Pereira Bastos
  • Felipe da Silva
  • Edson de Magalhães Pinto
  • Carlos Eduardo Santos Felício
  • Fabio Francisco Santana Sales
  • Francisco Myller Moreira da Cunha
  • Luiz Eduardo da Silva Mattos
  • Luiz Claudio da Silva Santos
  • Francisco Nataniel Alves Gonçalves
  • Luciano Ramos Silva
  • Vanderley Silva Borges
  • Nailson Miranda da Silva
  • Luiz Carlos de Jesus Andrade
  • Vitor Ednilson Martins Maia
  • Leonardo Fernandes da Rocha
  • Jônatas Ferreira Santos
  • Anderson da Silva Severo
  • Lucas Guedes Marques
  • Wesley Martins e Silva
  • Emerson Pereira Solidade
  • Yure Carlos Mothé Sobral Palomo
  • Tiago Neves Reis
  • Marcos Antonio Silva Junior
  • Diogo Garcez Santos Silva
  • Francisco Teixeira Parente
  • Rafael de Moraes Silva
  • Gabriel Lemos Vasconcelos
  • Wellinson de Sena dos Santos
  • Cleys Bandeira da Silva
  • Josigledson de Freitas Silva
  • Jonatha Daniel Barros da Silva
  • José Paulo Nascimento Fernandes
  • Cleiton Cesar Dias Mello
  • Cleiton Souza da Silva
  • Ricardo Aquino dos Santos
  • Adailton Bruno Schmitz da Silva
  • Wellington Brito dos Santos
  • Evandro da Silva Machado
  • Ronald Oliveira Ricardo
  • Eder Alves de Souza
  • Gustavo Souza de Oliveira
  • Rafael Correa da Costa
  • Fabian Alves Martins
  • Arlen João de Almeida
  • Bruno Correa da Costa
  • Kauã de Souza Rodrigues da Silva
  • Jean Alex Santos Campos
  • Fabricio dos Santos da Silva
  • Wagner Nunes Santana
  • Luan Carlos Dias Pastana
  • Kleber Izaias dos Santos
  • Wallace Barata Pimentel
  • Adan Pablo Alves de Oliveira

*Em atualização

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou ainda que dos complexos da Penha e do Alemão partem todas as ordens e diretrizes para todos os estados onde o Comando Vermelho tem algum tipo de atuação.

Armas da Europa, drones e roupas camufladas

Ao longo dos anos, o CV (Comando Vermelho) aprimorou o "arsenal de guerra" que utiliza nos confrontos contra a polícia e grupos rivais do Rio de Janeiro.

Durante a megaoperação de terça-feira (28), a mais letal da história do Brasil, os integrantes da facção usaram armas fabricadas na Europa, tecnologias como drones, além de roupas camufladas.

As novas táticas nas "batalhas campais" e os armamentos usados mostram uma espécie de "escalada bélica". Armas de uso das forças armadas de países da América do Sul foram encontradas entre os 91 fuzis apreendidos durante a ação policial.

Entre as armas apreendidas, estão modelos da Venezuela, Argentina, Peru e BrasilOs fuzis apreendidos são, em sua maioria, dos calibres 5.56 e 7.62, fabricados principalmente no Velho Continente. Segundo a Polícia Civil, muitos chegam ao Brasil por rotas que passam pelo Paraguai.

Indícios apontam que criminosos transportam apenas partes das armas e que completam os componentes com peças adquiridas legalmente pela internet.

De acordo com Paulo Storani, ex-capitão do Bope, hoje o CV tem acesso a armas como fuzis de modelo G3, uma arma considerada extremamente sofisticada.

Ainda segundo ele, são vistas em posse de integrantes da facção AKs-47, modelo de fuzil usado por exércitos europeus e da Venezuela, e FAls, tipo utilizado pelas forças armadas brasileiras. 

Segundo as forças de segurança, durante a megaoperação de terça-feira (28), faccionados do Comando Vermelho usaram drones para lançar granadas contra os agentes das forças de segurança.  

Além disso, os equipamentos tecnológicos são usados pela facção para o monitoramento de ações policiais.

A denúncia do MPRJ, que serviu como ponte de partida para a operação, destaca como o crime tem se modernizado. Segundo o documento, Carlos "Gardenal", integrante do CV, era responsável por orientar a aquisição dos drones de vigilância.

Há, inclusive, trocas de mensagens entre ele e outro acusado de vulgo "Grandão”, sobre a utilização de drones de maior tecnologia para atenderem, por exemplo, monitoramento noturno.

“A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, disse "Gardenal" em uma das mensagens.