Governo do RJ divulga nomes de suspeitos mortos em megaoperação; veja lista
No total, 121 pessoas morreram nos confrontos que duraram mais de 15 horas; Quatro deles eram policiais
O Governo do Rio de Janeiro divulgou, na manhã de hoje, parte dos nomes dos suspeitos mortos na megaoperação de terça-feira (28), no Complexo do Alemão e da Penha.
Segundo as forças de segurança, 99 suspeitos já foram identificados. Destes, 78 possuíam algum tipo de antecedente criminal e 42 deles tinham mandados de prisão em aberto.
"Tribunal do CV": quem são faccionados que torturam moradores da Penha (RJ)
Veja a lista:
- Aleilson da Cunha Luz Junior
- Alessandro Alves de Souza
- Cauãn Fernandes do Carmo Soares
- Fabiano Martins Amancio
- Juan Marciel Pinho de Souza
- Marllon de Melo Felisberto
- Carlos Henrique Castro Soares da Silva
- Brendon César da Silva Souza
- Yuri dos Santos Barreto
- Michael Douglas Rodrigues Fernandes
- Alisom Lemos Rocha
- Richard Souza dos Santos
- Maicon Thomaz Vilela da Silva
- Jonas de Azeredo Vieira
- Lucas da Silva Lima
- Michel Mendes Peçanha
- Claudinei Santos Fernandes
- Fernando Henrique dos Santos
- André Luiz Ferreira Mendes Junior
- Marcos Adriano Azevedo de Almeida
- Cleiton da Silva
- Douglas Conceição de Souza
- Maicon Pyterson da Silva
- Alexsandro Bessa dos Santos
- Danilo Ferreira do Amor Divino
- Waldemar Ribeiro Saraiva
- Wendel Francisco dos Santos
- Cleideson Silva da Cunha
- Marcio da Silva de Jesus
- Luan Carlos Marcolino de Alcântara
- Nelson Soares dos Reis Campos
- Victor Hugo Rangel de Oliveira
- Maxwel Araújo Zacarias
- Hercules Salles de Lima
- Willian Botelho de Freitas Borges
- Ronaldo Julião da Silva
- Yan dos Santos Fernandes
- Célio Guimarães Júnior
- Marcos Vinicius da Silva Lima
- Alessandro Alves Silva
- Kauã Teixeira dos Santos
- Jeanderson Bismarque Soares de Almeida
- Diego dos Santos Muniz
- Yago Ravel Rodrigues Rosário
- Edione dos Santos Dias
- Rodolfo Pantoja da Silva
- Hito José Pereira Bastos
- Felipe da Silva
- Edson de Magalhães Pinto
- Carlos Eduardo Santos Felício
- Fabio Francisco Santana Sales
- Francisco Myller Moreira da Cunha
- Luiz Eduardo da Silva Mattos
- Luiz Claudio da Silva Santos
- Francisco Nataniel Alves Gonçalves
- Luciano Ramos Silva
- Vanderley Silva Borges
- Nailson Miranda da Silva
- Luiz Carlos de Jesus Andrade
- Vitor Ednilson Martins Maia
- Leonardo Fernandes da Rocha
- Jônatas Ferreira Santos
- Anderson da Silva Severo
- Lucas Guedes Marques
- Wesley Martins e Silva
- Emerson Pereira Solidade
- Yure Carlos Mothé Sobral Palomo
- Tiago Neves Reis
- Marcos Antonio Silva Junior
- Diogo Garcez Santos Silva
- Francisco Teixeira Parente
- Rafael de Moraes Silva
- Gabriel Lemos Vasconcelos
- Wellinson de Sena dos Santos
- Cleys Bandeira da Silva
- Josigledson de Freitas Silva
- Jonatha Daniel Barros da Silva
- José Paulo Nascimento Fernandes
- Cleiton Cesar Dias Mello
- Cleiton Souza da Silva
- Ricardo Aquino dos Santos
- Adailton Bruno Schmitz da Silva
- Wellington Brito dos Santos
- Evandro da Silva Machado
- Ronald Oliveira Ricardo
- Eder Alves de Souza
- Gustavo Souza de Oliveira
- Rafael Correa da Costa
- Fabian Alves Martins
- Arlen João de Almeida
- Bruno Correa da Costa
- Kauã de Souza Rodrigues da Silva
- Jean Alex Santos Campos
- Fabricio dos Santos da Silva
- Wagner Nunes Santana
- Luan Carlos Dias Pastana
- Kleber Izaias dos Santos
- Wallace Barata Pimentel
- Adan Pablo Alves de Oliveira
*Em atualização
O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou ainda que dos complexos da Penha e do Alemão partem todas as ordens e diretrizes para todos os estados onde o Comando Vermelho tem algum tipo de atuação.
Armas da Europa, drones e roupas camufladas
Ao longo dos anos, o CV (Comando Vermelho) aprimorou o "arsenal de guerra" que utiliza nos confrontos contra a polícia e grupos rivais do Rio de Janeiro.
Durante a megaoperação de terça-feira (28), a mais letal da história do Brasil, os integrantes da facção usaram armas fabricadas na Europa, tecnologias como drones, além de roupas camufladas.
As novas táticas nas "batalhas campais" e os armamentos usados mostram uma espécie de "escalada bélica". Armas de uso das forças armadas de países da América do Sul foram encontradas entre os 91 fuzis apreendidos durante a ação policial.
Entre as armas apreendidas, estão modelos da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil. Os fuzis apreendidos são, em sua maioria, dos calibres 5.56 e 7.62, fabricados principalmente no Velho Continente. Segundo a Polícia Civil, muitos chegam ao Brasil por rotas que passam pelo Paraguai.
Indícios apontam que criminosos transportam apenas partes das armas e que completam os componentes com peças adquiridas legalmente pela internet.
De acordo com Paulo Storani, ex-capitão do Bope, hoje o CV tem acesso a armas como fuzis de modelo G3, uma arma considerada extremamente sofisticada.
Ainda segundo ele, são vistas em posse de integrantes da facção AKs-47, modelo de fuzil usado por exércitos europeus e da Venezuela, e FAls, tipo utilizado pelas forças armadas brasileiras.
Segundo as forças de segurança, durante a megaoperação de terça-feira (28), faccionados do Comando Vermelho usaram drones para lançar granadas contra os agentes das forças de segurança.
Além disso, os equipamentos tecnológicos são usados pela facção para o monitoramento de ações policiais.
A denúncia do MPRJ, que serviu como ponte de partida para a operação, destaca como o crime tem se modernizado. Segundo o documento, Carlos "Gardenal", integrante do CV, era responsável por orientar a aquisição dos drones de vigilância.
Há, inclusive, trocas de mensagens entre ele e outro acusado de vulgo "Grandão”, sobre a utilização de drones de maior tecnologia para atenderem, por exemplo, monitoramento noturno.
“A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, disse "Gardenal" em uma das mensagens.

