Grupo de "Abelha", do CV, é alvo da Operação Colmeia no Rio

Wilton Carlos Rabello Quintanilha e Anderson Venâncio Nobre de Souza, conhecido como "Piu ou "Português", são apontados como responsáveis pelo tráfico na Lapa; 12 suspeitos foram presos

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Camille Barbosa, da CNN Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro
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O grupo de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, vulgo "Abelha", um dos principais líderes do CV (Comando Vermelho), foi alvo da Operação Colmeia deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (17), no bairro da Lapa, no Centro da capital carioca.

Segundo as investigações, o tráfico de drogas da região é comandado por "Abelha" e por um outro integrante da facção, identificado como Anderson Venâncio Nobre de Souza, conhecido como "Piu" ou "Português".

O segundo homem é apontado como responsável pela operação direta do crime na área.

A "Operação Colmeia" conta com ações em diferentes locais. Além das diligências na Lapa, são cumpridos mandados nas comunidades do Fallet/Fogueteiro e dos Prazeres, inclusive com atuação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

A Justiça decretou 28 prisões preventivas, além de mandados de busca e apreensão. De acordo com o balanço da Polícia Civil, a operação terminou com 12 presos.

Veja imagens abaixo:

Entenda as investigações

De acordo com a Polícia Civil, as investigações contra o grupo de de "Abelha" começaram há mais de um ano e resultaram no indiciamento de 25 suspeitos.

Após a ação, as pessoas foram denunciadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público junto com outros cinco suspostos traficantes.

Segundo as apurações, o processo de embalar e distribuir as cargas de drogas destinadas à venda na Lapa eram realizadas na comunidade do Fallet/Fogueteiro. Conforme a polícia, o local seria um esconderijo de parte dos integrantes do Comando Vermelho.

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Alguns dos investigados, identificados como gerentes de carga, não possuíam antecedentes criminais nem mandados anteriores, sendo apontados pela investigação como responsáveis pela logística do tráfico.

As diligências contaram com equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE) e da Capital (DGPC), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Subsecretaria de Inteligência da PM e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).