Henry Borel: Justiça nega pedido da defesa de Jairo para adiar julgamento
Defesa do ex-vereador buscava postergar julgamento para novas análises periciais; sessão se mantém para o dia 25 de maio

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (18), os pedidos apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, que, consequentemente, suspenderia o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, previsto para o dia 25 de maio. Ele é réu no caso e responde por homicídio qualificado da criança.
A decisão foi promulgada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do juízo da 2ª Vara Criminal da Capital. Os advogados de Jairinho pediram acesso ampliado das provas digitais, autorização para novas perícias e reexaminação no material do caso, o que mudaria a data do julgamento.
Segundo a magistrada, todo o conteúdo extraído dos aparelhos já havia sido disponibilizado às partes antes da audiência ser marcada e que, por isso, o pedido de adiamento não poderia servir para reabrir a fase de instrução processual.
Indefiro integralmente os pedidos formulados pela defesa de Jairo Souza Santos Junior. Por ocasião da abertura dos trabalhos, naquela oportunidade, a argumentação da defesa para requerer o adiamento do ato - e, posteriormente, abandonar o plenário - se restringiu ao conteúdo do notebook pertencente ao assistente da acusação e do aparelho celular Xiaomi, ambas as questões igualmente já superadas.
Por se tratar de um crime doloso contra a vida, Jairo e sua ex-mulher Monique Medeiros, mãe de Henry, serão levados ao Tribunal do Júri.
Inicialmente, a data foi marcada para o dia 23 de março. Durante a sessão, os advogados do ex-vereador abandonaram o plenário. Como o réu não pode responder sem sua defesa, o julgamento foi adiado para 25 de maio.
À CNN Brasil a defesa de Jairo afirmou que solicitou acesso direto aos aparelhos eletrônicos no Instituto de Criminalística para acompanhar a análise do material e não para adiar o julgamento. Segundo eles, esse tipo de diligência é previsto pelo Código de Processo Penal e pelo Pacote Anticrime.
Relembre o caso
Com apenas 4 anos de idade, Henry Borel foi morto no dia 8 de março de 2021. O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.
Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Ela permanece presa desde abril de 2025, após o ministro Gilmar Mendes determinar novamente sua prisão preventiva.
Já o Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.
*Sob supervisão de Rafael Saldanha


