Home office do crime: facção baiana comandava tráfico com apoio do CV no RJ

Investigações da Polícia Civil apontam que o grupo teria transformado áreas da zona Sudoeste do Rio em refúgio estratégico para manter atividades ilícitas na Bahia

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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Policiais civis da 32ª DP (Taquara) participam, nesta quinta-feira (11), da segunda fase da Operação Maré Vermelha, uma ofensiva voltada ao combate de integrantes de uma organização criminosa baiana ligada ao CV (Comando Vermelho). A ação é realizada em conjunto com a Polícia Civil da Bahia e tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão na capital fluminense.

De acordo com as investigações, membros da organização passaram a utilizar comunidades de Jacarepaguá, especialmente Rio das Pedras e áreas próximas à Gardênia Azul, como refúgios estratégicos para escapar da atuação das forças de segurança. Mesmo fora da Bahia, os suspeitos continuavam coordenando atividades criminosas à distância, em uma dinâmica descrita pelos investigadores como atuação em modalidade de “home office”.

As apurações apontam que o grupo era liderado por um criminoso considerado uma das principais lideranças da facção no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Segundo a polícia, os alvos mantinham participação em esquemas relacionados ao tráfico de drogas, tráfico de armas e movimentação financeira da organização criminosa.

Com base na troca de informações de inteligência e no trabalho integrado entre as forças de segurança dos dois estados, os agentes buscam localizar foragidos, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura logística e financeira da facção. A operação faz parte de uma estratégia de combate ao crime organizado e de desarticulação de redes criminosas que atuam além das fronteiras estaduais.