Mais de metade dos corpos já passou por necropsia após megaoperação no RJ
Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro segue em esquema especial de atendimento; Famílias estão sendo auxiliadas pela Defensoria Pública para orientação sobre os sepultamentos

O IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro segue em esquema especial, nesta quinta-feira (30), após a megaoperação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, zona norte da capital, na terça-feira (28).
Segundo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), o número de mortos chegou a 121, incluindo os quatro agentes de segurança. Mais da metade dos corpos já passou por necropsia, e parte deles foi liberada para as famílias.
Durante o trabalho de identificação e liberação, o atendimento aos familiares ocorre no posto do Detran próximo ao IML. Os corpos não relacionados à operação estão sendo encaminhados temporariamente ao IML de Niterói.
A Operação Contenção contou com cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, e teve como objetivo conter o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão. Entre os alvos, 30 eram de outros estados, incluindo integrantes vindos do Pará.
Defensoria Pública organiza força-tarefa de atendimento
A DPRJ (Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro) informou que montou uma força-tarefa para atender as famílias dos mortos na operação. Só no primeiro dia, 106 familiares foram atendidos no IML e em outros pontos, como o Detran, o Complexo da Penha e o Hospital Getúlio Vargas.
As equipes ofereceram acolhimento, orientação jurídica, apoio na emissão de documentos, auxílio para sepultamento gratuito e traslado de corpos para outros estados.
A DPRJ também pediu à PMERJ as imagens das câmeras corporais e a identificação dos agentes que participaram da ação. O NUDEDH (Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos) acompanha as investigações e reforça o compromisso com a transparência e o apoio às famílias.


