Incêndio no Shopping Tijuca teve hidrante sem água, diz supervisor de loja

Depoimento aponta falha em sensores de fumaça, atraso no início do combate às chamas e investigação sobre possível origem no ar-condicionado; duas pessoas morreram e três ficaram feridas

Camille Couto, da CNN Brasil, Rio de Janeiro
Imagens mostram estabelecimento destruído após incêndio em shopping no RJ  • Divulgação
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O supervisor da loja Bell Art, onde teria começado o incêndio no Shopping Tijuca, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o hidrante do estabelecimento estava sem água no momento do incidente. O fogo deixou duas pessoas mortas e outras três feridas. O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca). Dois brigadistas prestam depoimento nesta quinta-feira (15).

Segundo Vitor Luiz Moreira Lisboa, a brigada do shopping iniciou o combate cerca de sete minutos depois que funcionários perceberam grande quantidade de fumaça no estoque. O botão de pânico teria sido acionado.

Uma das vítimas, Anderson Aguiar do Prado, tentou buscar água em um quiosque vizinho com outro segurança para ajudar a conter o fogo, sem equipamentos adequados.

Bombeiros civis apontaram falha no sistema de detecção de fumaça da loja. A Polícia Civil apura se o incêndio teve origem em um dos aparelhos de ar-condicionado do mezanino, após relato de barulho vindo do equipamento.

O supervisor informou que a única orientação aos funcionários em casos de incêndio era evacuar o local e comunicar o shopping. Ele disse ainda que uma vistoria havia sido realizada em 27 de dezembro e que o excesso de caixas no estoque foi retirado no dia seguinte, mas não soube informar a periodicidade de manutenções e vistorias.

O shopping informou que pretende reabrir ao público na sexta-feira (16), às 10h.