Justiça manda Danúbia Rangel, ex de Nem da Rocinha, para prisão domiciliar

Danúbia estava presa desde o início do mês após dar à luz a sua filha; ela era foragida pelo crime de tráfico de drogas, segundo a polícia

Rafael Villarroel, da CNN*, em São Paulo
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A Justiça do Rio de Janeiro concedeu nesta quinta-feira (17) a prisão domiciliar para a ex-mulher do traficante "Nem da Rocinha", Danúbia de Souza Rangel, que estava presa desde o início do mês após dar à luz a sua filha em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Danúbia ainda está sob custódia na Unidade Materno-Infantil (UMI), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, e aguarda o cumprimento da decisão por meio do oficial de justiça. 

Quando for solta, Danúbia deverá ser monitorada com tornozeleira eletrônica e deve seguir medidas algumas medidas impostas pela Justiça, como não receber visitas, exceto para fins de saúde ou advogados, não ter contato com o mundo exterior, através de aparelhos eletrônicos e redes sociais.

Além disso, Danúbia não poderá sair do estado do Rio ou mudar sua residência para outro estado sem autorização prévia.

Prisão

A nova captura da mulher que ficou conhecida como "Xerifa da Rocinha" se deu a partir de um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas.

Segundo apuração da CNN, essa nova prisão é referente a um mandado concedido no âmbito de uma investigação ainda da época em que Danúbia era mulher de Nem e ele era chefe da Rocinha.

Quando foi presa, a hoje influenciadora digital se pronunciou através das redes sociais e apelou por Justiça, afirmando não estar mais envolvida com o crime organizado, além de pedir paz para cuidar da filha recém-nascida.

Danúbia já havia sido presa anteriormente, em outubro de 2017, na casa de uma amiga, no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

Na época, ela estava foragida desde 2016 e teria se mudado após ter sido expulsa da Rocinha pelo traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, rival do grupo de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, na disputa pelo tráfico na comunidade. O traficante comandava a Rocinha, comunidade de São Conrado, na Zona Sul, e a facção Amigo dos Amigos (ADA).

Ela ficou presa por pouco mais de 8 anos no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde respondeu pelos crimes de corrupção ativa e associação ao tráfico de drogas.

Em janeiro do ano passado, Danúbia foi solta após um alvará que considerou a extinção da pena.

Nem foi preso em 2011 enquanto tentava fugir, escondido no porta-malas do carro de um de seus advogados, que tentou corromper os policiais militares com R$ 30 mil. Ele segue preso até hoje em penitenciária federal.

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio