Justiça mantém prisão de policial por morte de passageira de app no Rio

Agente da Polícia Civil Frede Uilson passou por audiência de custódia na tarde deste sábado (9)

Roberta Camargo, colaboração para a CNN Brasil, no Rio de Janeiro
Compartilhar matéria

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste sábado (9), a prisão temporária do policial civil Frede Uilson, detido pela morte de uma passageira em um carro de aplicativo. O agente passou por audiência de custódia e o pedido de revogação da detenção, feito pela defesa, foi negado.

A Delegacia de Homicídios da Capital conduz as investigações.

O caso aconteceu na quinta-feira (7) na Taquara, na zona Sudoeste da cidade. De acordo com a Polícia Civil, um motorista de carro por aplicativo teria se desentendido no trânsito com o policial, que atirou contra o veículo, matando Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, que era a passageira da corrida.

Policial civil é preso por morte de passageira de app no Rio

A ocorrência foi flagrada por câmeras de segurança. Imagens mostram o momento em que o automóvel de aplicativo, de cor preta, realiza uma manobra na rua professor Henrique Costa, enquanto um carro branco se aproxima. Logo após a discussão, Frede Uilson efetuou um disparo em direção ao veículo. O tiro atravessou o vidro traseiro e atingiu Thamires nas costas.

A vítima foi socorrida pelo motorista até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cidade de Deus, mas não resistiu aos ferimentos.

Na sexta-feira (8), o trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios da Capital levou à prisão de Frede. A CGPOL (Corregedoria-Geral de Polícia Civil) afastou o servidor das funções, instaurou procedimento administrativo e acompanha o andamento das investigações.

Policial Civil é identificado como autor de tiro que matou passageira no RJ

Em nota, a Polícia Civil informou que não compactua com qualquer desvio de conduta e reafirma o compromisso com a legalidade, a transparência e o combate ao crime em defesa da sociedade.

O corpo de Thamires foi sepultado no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio, no sábado. Ela deixa duas filhas.