Justiça pede prisão de Adilsinho por homicídio ligado à máfia do cigarro
Adilson Oliveira Coutinho Filho foi identificado como o líder da organização criminosa responsável pelo assassinato de Fabricio Alves
O TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) emitiu um mandado de prisão contra Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como o mandante do assassinato de Fabricio Alves. O homicídio é ligado á disputas pela exploração do comércio irregular de cigarros.
A decisão foi proferida em 27 de janeiro pelo Juiz Marco Antonio Bution Perin, na 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro.
O magistrado aceitou a denúncia do Ministério Público por homicídio qualificado contra quatro réus: José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos, Daniel Figueiredo Maia e Adilson Oliveira Coutinho Filho.
Adilsinho é identificado como o líder ("01") da organização, sendo o responsável por ordenar ou concordar com a morte de Fabrício.
De acordo com a pasta, a decisão foi tomada com base em interceptações telefônicas, relatórios de quebra de sigilo de celulares, documentos da vítima encontrados com os réus e depoimentos de testemunhas.
"O crime em análise foi realizado de forma organizada, mediante tocaia para surpreender a vítima, com a utilização de vestes da polícia, em um local público (posto de combustível), com armas de grosso calibre, inclusive fuzil", diz o documento.
Relembre os casos
Fabrício foi morto no dia 2 de outubro de 2022, em um posto de gasolina em Campo Grande, na zona oeste do Rio. De acordo com a denúncia, o crime foi executado por José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos e Daniel Figueiredo Maia.
Dois dias depois, em 4 de outubro, Fábio Leite foi assassinado nas proximidades do Cemitério de Inhaúma, na zona norte da capital, após sair do enterro do sócio Fabrício. O segundo ataque teria sido cometido por José Ricardo Gomes Simões e Átila Deive Oliveira da Silva.
As investigações apontam que os homicídios estão inseridos em um contexto de disputa entre organizações criminosas rivais pelo controle do comércio ilegal de cigarros.
*Sob supervisão de Tonny Aranha


