Médico e farmacêutica são presos por venda ilegal de emagrecedores no Rio

Segundo a Polícia Civil, os detidos são Marcello Vale, médico e dono de uma clínica de reprodução assistida, e Juliana Benedito, farmacêutica apontada como responsável técnica do estabelecimento

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
Compartilhar matéria

Um médico e uma farmacêutica foram presos, nesta terça-feira (7), durante uma operação contra a venda ilegal de canetas emagrecedoras, em uma clínica de reprodução assisitida em São Conrado, no Rio de Janeiro. 

Segundo a Polícia Civil, os detidos são o médico e dono do local Marcello Vale e a farmacêutica Juliana Benedito, apontada como responsável técnica do estabelecimento.

A ação de fiscalização na clínica ocorreu em conjunto com a Vigilância Sanitária, quando foram encontradas diversas irregularidades, de acordo com o delegado Wellington Vieira.

Entre elas, foram identificadas a presença de canetas emagrecedoras de uso, distribuição e comercialização proibida no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), medicamentos vencidos e hormônios fabricados na Índia, sem registro no órgão fiscalizador brasileiro.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos presos.

Após a prisão, a dupla foi encaminhada ao presídio e devem passar por audiência de custódia. Já a investigação, deve continuar com objetivo de identificar o fornecedor das substâncias proibidas com a partir das oitivas de médicos e funcionários da clínica fiscalizada. Veja momento da prisão:

PF faz operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras em 12 estados

Uma das suspeitas da polícia é de que os produtos viriam da cidade de São Paulo. Por isso, as corporações dos estados devem intensificar a troca de informações.

Veja nota da clínica

A Clínica Origen atua há quase 30 anos no mercado de medicina reprodutiva com total lisura e comprometimento, seguindo os mais rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança em seus processos, além de cumprir todas as exigências de órgãos reguladores.
Nesta terça-feira (07), durante vistoria, foram identificadas 12 canetas emagrecedoras de uso pessoal de funcionários, que não fazem parte dos tratamentos realizados pela clínica.
A administração reforça ainda que colabora integralmente com as investigações, com total interesse de que os fatos sejam esclarecidos.