MPRJ denuncia PMs por venda de arma apreendida em operação

Policiais são alvo de mandados de prisão e busca na Baixada Fluminense

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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Quatro policiais militares foram denunciados pelo MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo. Nesta terça-feira (30), uma nova fase da Operação Patrinus cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra três dos investigados, em Belford Roxo e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Os alvos presos são um cabo e dois sargentos da Polícia Militar. O quarto denunciado já estava preso antes da operação deflagrada hoje.

A ação é realizada pela CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) do MPRJ, com apoio da Corregedoria-Geral da PM. Os mandados foram expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.

Segundo a denúncia, os policiais se apropriaram de uma pistola calibre 9 milímetros apreendida durante uma ação na Comunidade da Caixa D'Água, em Belford Roxo, em 27 de julho de 2021. A investigação aponta que a arma foi vendida por R$ 6 mil e o dinheiro dividido entre os envolvidos.

De acordo com o Ministério Público, mensagens, fotografias e áudios encontrados no celular de um dos denunciados, além da análise de movimentações bancárias, indicam a comercialização da arma apreendida.

Ainda conforme a denúncia, os policiais teriam se valido da condição de agentes públicos e das facilidades proporcionadas pela função para cometer os crimes investigados.

Esta é mais uma etapa da Operação Patrinus, que já teve outros desdobramentos envolvendo policiais militares. Em maio deste ano, o MPRJ denunciou 11 PMs suspeitos de receber propina de comerciantes para prestar serviços de segurança durante o expediente em Belford Roxo. Em agosto de 2025, outros dez policiais foram presos sob suspeita de cobrar para garantir segurança utilizando viaturas, uniformes e armas da corporação.