Obra de Di Cavalcanti avaliada em R$ 8 mi ficou 56 anos em hall de prédio

Desde de 1969, mural estava em uma parede de edifício à beira-mar em Copacabana, no Rio de Janeiro, e foi vendido em exposição de arte

Guilherme Gama, da CNN, São Paulo
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Uma obra do renomado artista Emiliano Di Cavalcanti foi vista pelo grande público pela primeira vez em mais de meio século. O mural de 2,77 metros de altura e 2,31 metros de largura repousava em uma parede com a mesma proporção em um hall de prédio Edifício Machado de Assis, no Rio de Janeiro desde 1969.

A pintura, avaliada em R$ 8 milhões de reais, foi encomenda pela empreiteira H. C. Cordeiro Guerra para o edifício luxuoso. O prédio à beira-mar em Copacabana tem apartamentos de 570 metros quadrados e um jardim, na avenida Atlântica e já foi casa de figuras históricas, como o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek.

Em referência ao escritor romancista que dá nome ao edifício, Machado de Assis, a obra tem como inspiração o tema da personagem Capitu, do livro Dom Casmurro, de 1899.

A pintura reúne elementos como a flora da Mata Atlântica, representações da figura feminina brasileira e referências a bairros icônicos do Rio de Janeiro, como a Lapa e Santa Teresa. “O resultado é uma composição complexa, rica em cores e detalhes profundamente conectados ao seu universo pictórico”, de acordo com os expositores.

Nesta semana, após 56 anos, o mural foi exposta primeira vez no estande da Galatea na SP-Arte 2025. A feira, focada no mercado brasileiro de arte e design reúne, vendeu a obra nos últimos dias. O valor e o comprador não foram revelados.