Oficial da Marinha vai a júri popular por matar ex-sogros no Rio

Réu é acusado de matar a facadas os pais do ex-companheiro em 2022; julgamento será nesta quarta (16)

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
Compartilhar matéria

O capitão de fragata da Marinha do Brasil, Cristiano da Silva Lacerda, de 51 anos, irá a júri popular nesta quarta-feira (16), a partir das 13h, no III Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro.

Ele é acusado de assassinar brutalmente os pais de seu ex-namorado, crime ocorrido em 24 de junho de 2022, no bairro do Jardim Botânico, Zona Sul da cidade.

A Justiça já havia determinado, em março do ano passado, que o réu fosse submetido ao julgamento popular, ao rejeitar o recurso da defesa, que alegava problemas psiquiátricos e tentativa de excludente de culpabilidade. O Ministério Público, no entanto, sustentou que laudos periciais indicam plena sanidade mental de Cristiano Lacerda no momento do crime.

 As vítimas, Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Osélia da Silva Coelho, de 72, estavam hospedadas no apartamento onde Cristiano vivia com o então namorado, Felipe da Silva Coelho.

Segundo a acusação, o crime foi cometido de forma cruel e dificultou qualquer chance de defesa das vítimas, já que ocorreu no fim da noite, quando o casal se preparava para dormir.

O juiz responsável pelo caso destacou que houve múltiplos golpes de faca, o que teria causado grande sofrimento aos idosos.

Em depoimento, Felipe relatou que o relacionamento com Cristiano havia terminado dias antes do crime e que chegou a ser agredido pelo ex-companheiro, que também teria feito ameaças à sua vida. Na noite do assassinato, Cristiano teria enviado uma mensagem dizendo que sua mãe passava mal. Quando Felipe chegou ao apartamento, encontrou os pais mortos e o acusado escondido dentro de um baú, com uma faca, comprimidos e uma garrafa de whisky ao lado.

Cristiano Lacerda está preso preventivamente desde o dia do crime e responderá por duplo homicídio triplamente qualificado, incluindo motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.