Operação Contenção mira Comando Vermelho na Baixada Fluminense (RJ)

Polícia Civil cumpre 73 mandados contra integrantes da facção em Duque de Caxias

Camille Couto, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) realizou mais uma fase da Operação Contenção, nesta quarta-feira (4), com foco na atuação do CV (Comando Vermelho) na Baixada Fluminense (RJ).

A ação é coordenada pela 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), com apoio do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), tem como objetivo cumprir 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão contra investigados por integrar o grupo criminoso. Até o momento, treze suspeitos foram presos.

De acordo com as investigações, o grupo atua na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias. A apuração aponta que o tráfico de drogas na região seria comandado por Rodolfo Manhães Viana, conhecido como “Rato”, que está custodiado em presídio federal. Ele é apontado como liderança ligada a uma tentativa de resgate que resultou em ataque à sede da 60ª DP (Campos Elíseos), em fevereiro de 2025.

Os investigadores identificaram que integrantes do grupo exerciam diferentes funções na estrutura da facção, incluindo atividades relacionadas à logística e ao financiamento de ações criminosas. Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados também teria atuado para dar suporte a envolvidos no ataque à unidade policial.

Um dos eixos da investigação é a identificação de um fundo financeiro interno, abastecido por lideranças locais, destinado ao custeio de despesas de integrantes presos, aquisição de armas, compra de entorpecentes e manutenção das atividades do grupo.

A ofensiva ocorre em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e mobiliza cerca de 120 agentes dos DGPE (Departamentos-Gerais de Polícia Especializada), da DGPC (Capital) e da DGPB (Baixada), além da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).

Operação Contenção

A Operação Contenção integra uma estratégia do Governo do Estado voltada ao enfrentamento da expansão territorial da facção na região. Desde o início das ações contínuas, em março do ano passado, mais de 300 pessoas foram presas e 136 morreram em confrontos, segundo dados oficiais. No período, foram apreendidas 465 armas, entre elas 189 fuzis, além de mais de 50 mil munições. Também foi solicitado o bloqueio de aproximadamente R$ 12 bilhões em bens e valores vinculados aos investigados.

A operação segue em andamento.