Operação mira comércio ilegal de canetas emagrecedoras no Rio de Janeiro

Suspeito foi identificado após anunciar e vender medicamentos em aplicativos de mensagens; remédios exigem prescrição e acompanhamento

Larissa Soave, da CNN Brasil*, Camille Barbosa, da CNN Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (1º), operação contra a comercialização ilegal de medicamentos emagrecedores na capital do estado. Um suspeito foi identificado por meio de anúncios dos medicamentos em aplicativos de mensagens.

A operação, realizada por policiais civis da DRF (Delegacia de Roubos e Furtos), cumpre mandados de busca e apreensão em endereços em Ramos, na zona Norte do Rio, e em Vargem Pequena, na zona Sudoeste.

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo é interromper a venda irregular dos medicamentos, que vinham sendo oferecidos e comercializados sem controle sanitário e fora das normas regulatórias.

Os agentes buscam apreender medicamentos, embalagens, registros comerciais, aparelhos eletrônicos e outros materiais para aprofundar as investigações. As imagens obtidas pela CNN Brasil mostram alguns dos medicamentos encontrados na ação:

Como funcionam as vendas

A investigação do caso teve início após informações de que um homem anunciava e comercializava, por meio de aplicativos de mensagens, medicamentos para emagrecimento sem comprovação de procedência, sem cumprir as exigências sanitárias e sem autorização.

Foi possível identificar o responsável pelos anúncios publicados e reunir elementos que indicam a prática contínua dessa venda. Os anúncios publicados mencionavam disponibilidade imediata, divulgavam preços e manutenção de estoque, características típicas de uma atividade contínua.

Entre os remédios ofertados, estavam tirzepatida e retatrutida, medicamentos de alto valor que exigem prescrição e acompanhamento médico. Em uma das publicações, o criminoso garantia que o produto dele não possuía o menor valor, mas teria o melhor efeito no organismo do consumidor.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo