Operação mira rede de compartilhamento de abuso infantil no Rio de Janeiro

Polícia Civil, Ministério Público e o Ministério da Justiça realizaram buscas em três endereços na capital fluminense; um homem foi preso em flagrante

Camille Barbosa, da CNN Brasil, Rio de Janeiro
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Uma operação da Polícia Civil, Ministério Público e Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta terça-feira (31), mirou suspeitos de envolvimento com o compartilhamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes. Um homem foi preso em flagrante e outros dois investigados foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos na cidade do Rio de Janeiro. Nos locais, agentes apreenderam computadores, celulares e outros dispositivos que possam armazenar arquivos digitais relacionados à investigação.

De acordo com as autoridades, o grupo utilizava redes do tipo peer-to-peer (P2P), sistema que permite a troca direta de arquivos entre usuários, sem a necessidade de servidores centrais. Nesse modelo, os próprios participantes disponibilizam conteúdos armazenados em seus equipamentos, o que pode tornar a circulação de arquivos contínua e automatizada.

As investigações indicam que esse tipo de tecnologia vinha sendo usado para disseminar arquivos ilegais. Por funcionar de forma descentralizada, o sistema dificulta a identificação da origem e do destino dos dados, exigindo métodos específicos de investigação.

O material apreendido será analisado para identificar possíveis conexões com outros envolvidos. A polícia também busca interromper o compartilhamento dos arquivos, que pode continuar ativo enquanto os programas utilizados permanecem em funcionamento nos dispositivos.

A conduta investigada pelas autoridades configura os crimes previstos nos artigos 241 e 241-B do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que tipificam o armazenamento e a eventual comercialização de material de abuso sexual infantil, crimes sujeitos a penas que podem alcançar oito anos de reclusão.