Operação mira rede que fraudava Uber com perfis criados por IA no Rio
Polícia Civil investiga grupo que simulava corridas com várias paradas, inflando o valor final da viagem

A DDEF (Delegacia de Defraudações) desencadeou, nesta quarta-feira (13), a Operação Rota Falsa, com o objetivo de desarticular uma sofisticada rede criminosa responsável por aplicar golpes contra a plataforma Uber.
Uma mulher e um homem foram conduzidas a delegacias para prestar depoimento. Ao todo, foram cinco mandados de busca e apreensão foram expedidos contra os integrantes do esquema, que provocou prejuízos expressivos à empresa de tecnologia.
Segundo a Polícia Civil, o grupo explorava uma vulnerabilidade no sistema de pagamentos via PIX da Uber. Utilizando contas falsas, criadas por uso de inteligência artificial, tanto para motoristas quanto para usuários, os criminosos simulavam corridas com várias paradas, inflando o valor final da viagem. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 115 mil.
Ao fim do trajeto, a Uber repassava ao motorista o valor integral, incluindo as paradas extras. Contudo, o pagamento adicional não era quitado pelo falso usuário, que abandonava a conta, deixando a dívida para a plataforma.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados, além de reforçar os mecanismos de segurança contra fraudes digitais.
Em nota, a Uber informou que os mecanismos antifraude da plataforma detectaram os casos relatados, o que levou a empresa a denunciar o ocorrido às autoridades, acrescentando que vem colaborando ativamente com a Polícia na identificação dos suspeitos. A plataforma destacou que suas equipes de detecção de fraudes utilizam análises manuais e sistemas automatizados de aprendizado de máquina, capazes de avaliar mais de 600 tipos de sinais diferentes para identificar comportamentos fraudulentos.


