Operação Torniquete: Polícia prende suspeitos de roubo de cargas no RJ
Ação mira grupo ligado ao tráfico que usava comunidade de Irajá como base para armazenar mercadorias roubadas
A PCRJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro) realiza, nesta sexta-feira (24), mais uma fase da Operação Torniquete, com o objetivo de desarticular uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas e envolvida em roubos de carga.
A ação é conduzida por agentes da DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital), com o apoio da 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho), na comunidade Para Pedro, em Irajá, Zona Norte da cidade. No total, sete pessoas foram presas.
De acordo com as investigações, o grupo seria um braço do TCP (Terceiro Comando Puro) e utilizava a comunidade como ponto de transbordo e armazenamento de mercadorias roubadas. O material era proveniente, principalmente, de carretas interceptadas nas imediações do Ceasa de Irajá.
Os agentes apuraram que os criminosos aliciavam caminhoneiros para que entregassem voluntariamente as cargas em áreas controladas pela facção, em troca de pagamento. Motoristas que recusavam a proposta eram ameaçados e forçados a seguir para os locais determinados, onde as mercadorias eram descarregadas e distribuídas entre receptadores.
Durante a operação, as equipes da Polícia Civil recuperaram uma carga de leite roubada na última segunda-feira (20).
A Polícia Civil informou que a prática dos roubos de carga servia como fonte de recursos para o financiamento de atividades do grupo, incluindo a compra de armas e drogas. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e localizar os receptadores responsáveis pela revenda dos produtos subtraídos.
A “Operação Torniquete”, trabalha para reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade.
Desde setembro de 2024, já foram mais de 660 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em mais de R$ 42 milhões. As ações são contínuas e ultrapassam cerca de R$ 70 milhões em bloqueio de bens e valores.


