Passageira de carro de aplicativo é morta após briga de trânsito no RJ
Mulher atingida com tiro nas costas foi identificada como Thamires Rodrigues de Souza Peixoto; segundo motorista do carro de aplicativo, caso teria ocorrido após ele realizar manobra na rua

Uma passageira de um carro de aplicativo morreu baleada após o motorista do veículo em que estava se envolver em uma briga de trânsito na rua Professor Henrique Costa, na Taquara, zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (7).
A mulher foi identificada como Thamires Rodrigues de Souza Peixoto. A CNN Brasil apurou que o atirador é um policial civil. Uma câmera de segurança flagrou o crime, em que o carro branco seria o do policial e o carro preto seria ocupado pela vítima.
De acordo com infomações da ocorrência, o condutor do carro de aplicativo teria discutido com outro motorista. Com o desentendimento, o policial teria disparado contra o veículo. O tiro acertou a passageira na região das costas.
A reportagem apurou que o policial civil suspeito se apresentou a uma delegacia distrital e foi conduzido à DHC para prestar depoimento. A corporação já representou pela prisão dele e a Corregedoria-Geral de Polícia Civil afastou o servidor de suas funções, instaurou procedimento e acompanha as investigações da DHC.
Segundo fontes ligadas à investigação, o agente já foi preso por uso de documento falso no primeiro mês em que ingressou na Polícia Civil.
Pessoas próximas a Thamires disseram que ela seria homenageada pela filha em uma festa de Dia das Mães nesta sexta-feira (8). Após ser baleada, a mulher foi levada até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cidade de Deus, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo o motorista do carro de aplicativo, o caso teria ocorrido após ele realizar uma manobra na rua. Ele afirmou que o autor dos disparos fugiu após o tiro.
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Nota Polícia Civil
"A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) agiu rapidamente, identificou e já representou pela prisão do autor do disparo que vitimou Thamires Rodrigues de Souza Peixoto. Ele se apresentou em uma delegacia distrital e foi conduzido a DHC, na tarde desta sexta-feira (08/05). A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) afastou o servidor de suas funções, instaurou procedimento e acompanha as investigações da DHC. Outras diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos. A Polícia Civil não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade".


