PF combate venda de anabolizantes e falsos remédios no Rio

Produtos eram distribuídos via Correios para todo o Brasil; Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens que podem ultrapassar o valor de R$ 30 milhões

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no RJ.  • Reprodução/PF
Compartilhar matéria

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a segunda fase da Operação Anabolic Express 2, com foco no combate à importação e comercialização ilegal de anabolizantes, além da falsificação de medicamentos. A ação se concentrou na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Além disso, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens que podem ultrapassar o valor de R$ 30 milhões.

Durante a ação, policiais do GPI (Grupo de Pronta Intervenção da PF/RJ) prenderam em flagrante um homem por porte ilegal de arma de fogo e associação para o tráfico de drogas. A prisão ocorreu na rua da residência de um dos alvos da operação, no bairro Jardim Carioca, na Ilha do Governador, enquanto eram cumpridos os mandados judiciais.

As investigações tiveram início em novembro de 2024, quando a Polícia Federal encontrou anabolizantes em uma residência na Ilha do Governador. A partir daí, descobriu-se um esquema de comércio ilegal de substâncias controladas, realizadas por meio da internet e distribuídas via Correios para diversos estados brasileiros.

Entre os produtos vendidos estavam anabolizantes e remédios como Ritalina, Sibutramina e Lipostabil, todos com venda controlada ou proibida. Laudos periciais apontaram que muitos dos itens apreendidos sequer continham os princípios ativos declarados, evidenciando que a quadrilha também atuava na falsificação dos produtos.

Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo a venda irregular de medicamentos, falsificação de produtos terapêuticos, contrabando e tráfico de entorpecentes.