PM é julgado por mortes de jovens após confundir ferramenta com arma no RJ

Carlos Fernando Dias Chaves responde pelas mortes de dois jovens baleados durante patrulhamento na Pavuna, em 2015; julgamento acontece nesta terça-feira (25)

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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Quase 11 anos após a morte de dois jovens na Pavuna, na zona Norte do Rio, o sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves será julgado nesta terça-feira (25) no 4º Tribunal do Júri da Capital.

O policial responde pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17 anos. Os dois estavam em uma motocicleta quando foram baleados durante um patrulhamento do 41º BPM (Irajá), em outubro de 2015.

Segundo o depoimento do sargento na época, ele confundiu com uma arma o macaco hidráulico que Jorge carregava na garupa da moto. Os jovens foram atingidos pelas costas e morreram no local.

Investigação sobre o caso

Após os disparos, o policial se apresentou à Delegacia de Homicídios. A Polícia Civil investigou a ocorrência e realizou uma reprodução simulada em dezembro de 2015 para reconstruir a dinâmica das mortes.

Durante a reconstituição, houve disparos na região e o Batalhão de Choque foi acionado para dar apoio. O caso também provocou manifestações de moradores durante o enterro de Tiago.

A Defensoria Pública do Rio atua como assistente de acusação e representa a família de Tiago.