PMs que não abordaram milicianos no Rio de Janeiro prestam depoimento

Depoimentos são realizados na Delegacia de Polícia Judiciária Militar por determinação do Secretário da PM do Rio de Janeiro

Rodrigo Monteiro, da CNN, São Paulo
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Todos os policiais militares envolvidos na ocorrência em que um comboio com 7 carros de milicianos passa na frente de uma viatura da PM no Rio de Janeiro sem ser abordado começam a prestar depoimentos na Corregedoria da Polícia Militar.

A determinação veio do secretário estadual da PM, Coronel Marcelo Menezes, após tomar conhecimento do teor das imagens gravadas por um drone no sábado dia (26), na região do Catiri, bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Vídeo: criminosos passam em frente à viatura da PM e não são abordados

De acordo com a Corregedoria Interna da Secretaria de Estado da Polícia Militar (SEPM) do Rio, os depoimentos começaram a ser colhidos no domingo (27). Um dia após a ocorrência. A investigação segue em andamento.

Na madrugada desta segunda-feira (28), os setores de inteligência de duas delegacias da Polícia Civil (14ª DP) e (31ªDP) obtiveram informações sobre um grupo de narcomilicianos que saíram em comboio de carros da comunidade do Catiri em Bangu e se dirigiram para a comunidade Dois Irmãos, em Curicica, também na Zona Oeste do Rio. Eles foram presos.

Segundo a Polícia Civil, chegando ao local, as equipes fizeram um cerco, foram até uma residência na região. Neste momento, indivíduos que estavam no interior da casa atiraram contra os policiais.

Houve confronto e os criminosos se entregaram. As equipes entraram na residência e encontraram três indivíduos rendidos.

Quatro fuzis, diversos carregadores e munições além de rádios transmissores foram apreendidos.

Quatro fuzis, diversos carregadores e munições além de rádios transmissores foram apreendidos. • Reprodução
Quatro fuzis, diversos carregadores e munições além de rádios transmissores foram apreendidos. • Reprodução

Os criminosos foram identificados como Wellington de Oliveira Francisco, conhecido como "Agitado"; Renato de Oliveira Silva, conhecido como "Coroa", e Phablo Vieira Botelho, conhecido como "Tonelada".

Além desses, as equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE), abordaram um indivíduo em atitude suspeita, que foi apresentado aos policiais que estavam também na diligência, o homem, identificado como Gilmar Luiz dos Santos, conhecido como "DA 12", seria um dos principais criminosos da região.

De acordo com a polícia, ele saiu de casa em fuga para que as equipes não o capturassem, porém, acabou sendo encontrado pela CORE no momento em que tentava fugir da localidade.