Polícia apura ligação entre triplo homicídio e racha em milícia no RJ

Crime aconteceu em um bar em Nova Iguaçu e é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense

Camille Couto, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) apura se o triplo homicídio registrado na madrugada de quinta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem ligação com uma divisão interna na milícia que atua no município. A investigação, conduzida pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), indica, até agora, que o ataque pode estar relacionado a um acerto de contas entre integrantes do próprio grupo.

O caso foi registrado na Estrada de Adrianópolis, no bairro Santa Rita, próximo a um bar e em uma área com circulação de pessoas durante a madrugada.

De acordo com relatos de testemunhas, três homens estavam próximos a um veículo estacionado quando foram surpreendidos por indivíduos encapuzados, que dispararam diversas vezes. No momento dos tiros, frequentadores de estabelecimentos vizinhos tentaram se proteger.

As vítimas foram identificadas como Antony Cruz Eiras, de 39 anos, Patrick Vieira dos Santos, de 26, que portava um revólver calibre .38 apreendido no local, e Luiz Carlos Vieira dos Santos, de 37, conhecido na região como “Nem Corola”, apontado pelas investigações como integrante de uma milícia que atua na Baixada Fluminense. De acordo com investigadores, Antony e Luiz Carlos já tinham passagem pela polícia por homicídio.

Segundo a polícia, as vítimas já estavam no radar de apurações relacionadas a grupos armados que operam em Nova Iguaçu. A linha principal é de que o crime tenha sido motivado por disputas internas.

A DHBF segue ouvindo testemunhas, analisando imagens de câmeras de segurança e reunindo outros elementos para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis. Não há registro de prisões, até agora.