Polícia Civil do RJ prende cinco foragidos em megaoperação contra o CV

Além das prisões, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, e em Teresópolis; armas, munições e coletes balísticos foram apreendidos

Camille Couto, da CNN Brasil, Rio de Janeiro
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A Polícia Civil realizou, na manhã desta quarta-feira (14), uma megaoperação para combater crimes de tráfico de drogas, receptação e lavagem de dinheiro na capital e em municípios do interior do estado. As investigações indicam que o grupo também usava mecanismos para movimentação e ocultação de recursos financeiros de origem ilegal.

No total, cinco foragidos foram presos. Entre eles estão Raiane Campos de Oliveira, de 27 anos, que era procurada por dopar e roubar dois turistas ingleses em agosto do ano passado, após um evento na Lapa, no Centro do Rio, e Renato Barbosa Silva, conhecido como Pezão ou Topete, apontado como integrante de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso.

Os agentes cumprem 51 mandados de busca e apreensão no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, e em cidades do interior, como Teresópolis, na Região Serrana. Em um dos endereços, dentro de um veículo, foram apreendidos um fuzil, nove granadas, grande quantidade de munição e coletes balísticos. Em outro local, onde funciona um ferro-velho, foi encontrado material metálico suspeito.

Além deles, foram apreendidos também oito automóveis e oito motocicletas, seis celulares, nove facas, três carregadores de arma, diversas drogas e 30 quilos de cobre.

A ação reúne equipes da DRF (Delegacia de Roubos e Furtos) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), com apoio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), da Polícia Militar.

As investigações conduzidas pela DRF revelaram a atuação de uma organização criminosa vinculada à facção criminosa Comando Vermelho (CV). O grupo atua no tráfico de drogas e na receptação de cargas, veículos e outros bens ilícitos no Complexo do Chapadão, além de empregar mecanismos de lavagem de dinheiro, com movimentação e ocultação de recursos financeiros de origem ilegal.

Levantamentos de inteligência apontam que parte da logística do esquema ultrapassa os limites da capital. Endereços no interior do estado seriam utilizados para armazenamento de materiais, ocultação de bens, apoio operacional e possíveis movimentações financeiras ligadas às atividades investigadas.

De acordo com a apuração, o Complexo do Chapadão é apontado como o núcleo operacional das ações, enquanto outros municípios funcionariam como pontos de apoio à estrutura criminosa. Os mandados têm como objetivo localizar armas de uso restrito, equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações.

De acordo com a Polícia Civil, as diligências ainda continuam e as investigações seguem para "identificar e responsabilizar os envolvidos nos diferentes núcleos da organização".