Polícia investiga invasão em outra residência da socialite Regina Lemos

José Marcos, ex-motorista, foi preso nesta sexta-feira (29), em outro imóvel da herdeira da Copag

Camille Couto, da CNN, Rio de Janeiro
Polícia do RJ fez operação em novembro de 2024 na casa da socialite Regina Lemos Gonçalves, de 88 anos.  • Foto: Cléber Rodrigues / Arquivo CNN
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O ex-curador da socialite Regina Lemos Gonçalves registrou, no dia 12 de agosto, ocorrência na 15ª DP (Gávea) por suspeita de invasão a uma de suas casas, na Rua Capuri, em São Conrado, Zona Sul do Rio. Segundo boletim, Julio Matuch encontrou uma porta de vidro aberta, luzes acesas e objetos fora do lugar durante uma vistoria de rotina.

Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia papiloscópica não identificou impressões digitais, e o caso segue em investigação.

Em outra propriedade da solicialite, localizada na mesma rua, policiais prenderam, nesta sexta-feira (29), o ex-motorista de Regina, José Marcos Chaves Ribeiro. Foragido desde novembro de 2024, ele é acusado de tentativa de feminicídio, sequestro, cárcere privado, violência psicológica e furto qualificado contra a socialite, de 88 anos, viúva e herdeira de Nestor Gonçalves, fundador da Copag.

“Essa prisão é importantíssima porque vai ajudar muito no segundo inquérito que foi instaurado para apurar exatamente a dilapidação do patrimônio da dona Regina. Ela é uma herdeira, herdou uma fortuna e todo esse patrimônio foi sendo dilapidado ao longo dos anos. A gente sabe que o José Marcos é um dos principais responsáveis por essa dilapidação, mas já há indícios de que ele não agia sozinho”, afirmou o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana).

Um dos objetivos da investigação é recuperar bens da fortuna herdada por Regina, avaliada em mais de 500 milhões de dólares. Parte do acervo, incluindo obras de arte e peças raras, desapareceu ao longo dos anos, segundo a família.

José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista de Regina Lemos, preso em São Conrado. • Reprodução
José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista de Regina Lemos, preso em São Conrado. • Reprodução

José Marcos também é acusado de agredir Regina em dezembro de 2021, quando ela sofreu uma lesão na cabeça, passou por cirurgia e recebeu alta somente em janeiro do ano seguinte. Na ocasião, a família não foi informada sobre o ocorrido.

A defesa de José Marcos enviou uma nota. Veja abaixo:

As advogadas de José Marcos Chaves Ribeiro, diante de sua prisão em 29 de agosto de 2025, esclarecem que ele permanece confiante de que a verdade prevalecerá perante a Justiça.

Por se tratar de processo que tramita sob sigilo, não é possível, neste momento, expor publicamente as provas já existentes de que as acusações são infundadas.

Desde o início das investigações, o Sr. José Marcos autorizou voluntariamente o acesso integral às suas movimentações bancárias, na certeza de que nada tem a ocultar, uma vez que tem ciência de que as acusações que hoje são imputadas a ele decorrem não da realidade dos fatos, mas sim de interesses patrimoniais que remontam a período anterior ao seu relacionamento com a Sra. Regina Glaura Lemos Gonçalves.

A defesa seguirá atuando de forma técnica e ética, convicta de que a verdade será reconhecida no foro adequado: o processo judicial, espaço em que as acusações são
examinadas à luz das provas, e não de versões fabricadas.