Polícia prende agiota que extorquia vítimas na zona norte do Rio

Investigação da Draco-IE apontou esquema de empréstimos com juros elevados e cobranças mediante ameaças de morte

Camille Couto, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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A PCERJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro) prendeu, na tarde desta quinta-feira (13), Alessandro da Silva Cristiano, conhecido como “Boca”, em Cordovil, zona norte da capital. A ação foi realizada por agentes da Draco-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais), após investigação que revelou um esquema de agiotagem marcado por juros abusivos, extorsões e ameaças de morte contra centenas de vítimas.

As investigações apontam que o investigado oferecia empréstimos a juros elevados e realizava cobranças mediante ameaças enviadas por aplicativos de mensagens. Em um dos casos apurados, uma vítima relatou ter tomado R$10 mil emprestados, com juros de 30% ao mês. Após seis meses, havia pago aproximadamente R$ 12 mil, mas ainda assim continuava sendo cobrada, segundo a vítima, com exigência de pagamento adicional de R$ 20 mil.

De acordo com o delegado titular da Draco-IE, Alvaro de Oliveira Gomes, o caso levou à identificação de outras pessoas que relataram situações semelhantes.

“Ao analisarmos o primeiro caso, identificamos outras vítimas com relatos compatíveis. As mensagens apresentavam conteúdo de ameaça utilizado para cobrança dos valores. Com base nisso, representamos pela expedição dos mandados de busca, apreensão e prisão preventiva, que foram deferidos e cumpridos.”

Durante o cumprimento das ordens judiciais na residência do investigado, foram apreendidos anotações com valores atribuídos a diversas pessoas, dinheiro em espécie, celulares e máquina de cartão.

Histórico e continuidade das investigações

Segundo a PCERJ, Alessandro possui cinco anotações criminais anteriores, relacionadas aos crimes de ameaça, extorsão e porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de da Silva Cristiano. A PCERJ  reforça que informações podem ser encaminhadas por meio dos canais oficiais, com garantia de sigilo.