Policiais mortos em megaoperação no Rio são enterrados

Morreram, durante a operação, o sargento Heber Carvalho da Fonseca; o policial militar Cleiton Serafim Gonçalves e os agentes da Polícia Civil Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi sepultado no cemitério de Sulacap  • Lorando LAbbe/FotoArena/Estadão Conteúdo
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Os quatro policiais que morreram durante a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foram enterrados nesta quinta-feira (30).

Além dos agentes, a ação realizada na terça (28) deixou 117 suspeitos mortos. O sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi sepultado no cemitério de Sulacap, na zona oeste da capital.

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª DP, Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos sargentos do Bope, foram mortos em Operação Contenção, realizada nesta terça (28) no RJ • Reprodução
Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª DP, Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos sargentos do Bope, foram mortos em Operação Contenção, realizada nesta terça (28) no RJ • Reprodução

O caixão foi coberto com a bandeira do Brasil e levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Familiares, colegas e autoridades estiveram no local. Além de Fonseca, também do Bope, o policial militar Cleiton Serafim Gonçalves foi velado nesta quinta-feira.

Pela Polícia Civil, foram mortos Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral. Marcus Vinícius, conhecido como Máskara, tinha 51 anos, era chefe do 53º DP (Mesquita) e havia sido promovido recentemente. Rodrigo Cabral, de 34 anos, era inspetor na 39ª DP (Campo Grande) e atuava na corporação havia apenas dois meses.

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A ação ocorreu em áreas controladas pelo Comando Vermelho e foi apresentada pelo governo como tentativa de resposta à atuação do crime organizado na região.

Segundo o balanço do governo carioca, 54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29).

Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas — sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em apuração de drogas.