Policiais mortos em operação no RJ serão promovidos postumamente

Governador do Rio afirmou que os quatro agentes mortos na operação mais letal do Estado, terão promoção póstuma em reconhecimento aos serviços prestados

Bruna Lopes, da CNN Brasil*
Compartilhar matéria

Os policiais Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, comissário da 53ª DP, Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP, e os sargentos do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, mortos durante megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, receberão promoção póstuma em homenagem aos serviços prestados.

As informações foram confirmadas em nota publicada nas redes sociais pelo governador do estado, Cláudio Castro. "Eles serviram ao Estado com coragem, defendendo o que acreditavam: um Rio mais seguro e livre.", afirmou.

Estudos da UFF indicam que a megaoperação de ontem (28) é a mais letal da história do estado.

Até o momento, foram confirmadas 64 mortes, sendo 60 de suspeitos e 4 policiais, entre eles dois policiais civis e dois policiais militares do BOPE. Segundo o Governo do Rio, a operação foi a maior em 15 anos.

Número de agentes baleados na grande Rio passa de 120; maioria são PMs

Quem eram os policiais

De acordo com a PMERJ (Secretaria de Estado de Polícia Militar), os policiais mortos foram identificados como Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos lotados no BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

Os militares foram feridos durante a Megaoperação de Contenção, realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha. Os policiais chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.

O sargento Serafim tinha 42 anos e ingressou na Corporação em 2008. Ele deixa esposa e uma filha. O sargento Heber tinha 39 anos e ingressou na Corporação em 2011. Ele deixa esposa, dois filhos e um enteado.

De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral também estão entre as vítimas fatais da Operação Contenção. A entidade afirmou ainda que os ataques aos policiais não ficaram impunes.

Marcus Vinícius, também conhecido como Máskara, tinha 51 anos e era chefe do 53º DP (Mesquita). O agente havia sido promovido há poucos dias.

velório do policial ocorre na manhã desta quarta-feira (29), a partir das 8h, na capela C; e o sepultamento será às 13h30, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador (RJ).

 Rodrigo Cabral, tinha 34 anos, era inspetor de polícia e atuava na 39º DP (Campo Grande). Cabral tinha acabado de se formar e atuava na PCERJ há apenas dois meses. Era casado há 17 anos e deixa uma filha. Em uma publicação nas redes sociais, a esposa de Rodrigo prestou homenagem ao marido e lamentou sua morte.

velório do policial tem ínicio previsto às 14h, na capela 7; e o sepultamento, às 16h, no Cemitério Memorial do Rio, localizado na rua Francisco de Souza e Melo, em Cordovil (RJ).

*Sob supervisão de Tonny Aranha