Quem é o youtuber americano preso por estupro de vulnerável no Brasil
Suspeito possui antecedentes criminais por resistência à prisão, agressão a policial e conduta desordenada

O norte-americano Floyd L. Wallace Jr., de 29 anos, foi preso na segunda-feira (22) no bairro da Liberdade, região central de São Paulo.
A ação foi realizada em conjunto pelas polícias civis do Rio de Janeiro e de São Paulo, no âmbito de uma investigação que apura os crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual infantil.
Segundo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), o investigado é suspeito de utilizar aplicativos de transporte, perfis com nomes falsos e redes sociais para se aproximar de crianças e adolescentes no estado. As apurações indicam que os fatos ocorreram principalmente na cidade do Rio de Janeiro.
Canal no YouTube e registros nos EUA
Wallace compartilha vídeos de abordagens policiais sob a justificativa de fiscalizar a atuação de agentes públicos para seu canal no YouTube chamado “Omaha Copwatch”, no qual se apresenta como fotógrafo e defensor de direitos constitucionais. Ele se identifica como “auditor constitucional”, termo usado por criadores de conteúdo que registram a conduta dos agentes.
O Ciberlab, órgão do Ministério da Justiça, produziu um relatório que contribuiu para a prisão do suspeito, com base em informações obtidas dos EUA, apontando que Wallace possui antecedentes criminais em mais de 13 estados norte-americanos, com registros por resistência à prisão, agressão a policial e conduta desordenada. Os documentos recomendam cautela em abordagens envolvendo o investigado.
Entre os casos citados está uma prisão ocorrida em Cape Coral, na Flórida, em 2022, após ele se recusar a cumprir ordens policiais. O caso foi posteriormente arquivado. Há também uma condenação por agressão a policial em Norman, no estado de Oklahoma, além de um registro por roubo em Omaha, Nebraska, em 2016.
Monitoramento no Brasil
Durante se estadia no Brasil, os investigadores identificaram publicações em que Wallace Jr. se autodeclarava “turista sexual” e “passport bro”, termos associados a pessoas que viajam a outros países com o objetivo de manter relações sexuais.
Segundo a polícia, o investigado mencionava deslocamentos pela América Latina e demonstrava preocupação em evitar problemas legais.


