Rio tem 58 lideranças de facções em presídios federais
RJ é o segundo estado com mais presos sob custódia federal

O estado do Rio de Janeiro é o segundo em número de presos integrantes de facções criminosas transferidos para penitenciárias federais, que são de responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
São 58 faccionados distribuídos nas penitenciárias de Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
A maior parte é levada para Catanduvas, que é o primeiro presídio federal do Brasil, e Campo Grande. Os outros três abrigam quase que exclusivamente integrantes do PCC e outras denominações.
O Rio fica atrás apenas de São Paulo, que é o estado berço do PCC e que mais envia presos faccionados para a esfera federal.
Para transferir um preso para o Sistema Penitenciário Federal é necessário uma decisão judicial e, com isso, a Polícia Penal Federal realiza a transferência, por avião, em forte esquema de segurança.
Duas lideranças do Comando Vermelho transferidas de seu estado natal para custódia do governo federal são conhecidas do Sistema Penitenciário:
Beira-Mar, o “01”
Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi o primeiro interno do Sistema Penitenciário Federal. O “preso 01” chegou na madrugada do dia 19 de julho de 2006 ao presídio de Catanduvas (PR) e nunca mais saiu da esfera federal. A penitenciária foi construída ao custo de cerca de R$ 20 milhões.
O traficante estava preso na sede da Polícia Federal de Brasília desde 23 de março daquele ano. O pedido de transferência foi feito pelo então Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e autorizado por um juiz da 1ª Vara Criminal de Curitiba, cujo nome não foi divulgado à época por questões de segurança.
Marcinho VP
Márcio dos Santos Nepomuceno foi apontado pelas autoridades fluminenses como chefe do Comando Vermelho, a maior facção do Rio de Janeiro. Está desde 2007 na esfera federal.
Segundo a polícia do Rio, Marcinho VP chefiava as bocas-de-fumo do Complexo do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro, foi também condenado por inúmeros crimes, tais como homicídio qualificado, formação de quadrilha, entre outros.
Penas
- Beira-mar: 317 anos
- Marcinho VP: 44 anos
Megaoperação
O governo do Rio de Janeiro divulgou, na noite desta terça-feira (28), o balanço final da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. Foram 64 mortos - 60 criminosos e 4 policiais -, 81 presos e 93 fuzis apreendidos.
Os trabalhos envolveram 2.500 policiais civis e militares na maior operação da história do Rio de Janeiro, segundo divulgado pelo governo fluminense. O governador do RJ, Cláudio Castro (PL), anunciou que solicitou mais dez vagas para a transferência imediata de lideranças criminosas para presídios federais.


