RJ: Drone lança granada e atinge casa durante confronto em Rio das Pedras

Moradores relatam nova madrugada de tiros durante disputa entre grupos criminosos; artefato explosivo atingiu residência na comunidade

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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Moradores de Rio das Pedras, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, viveram mais uma madrugada de violência nesta quinta-feira (25). Em meio a uma semana marcada por confrontos consecutivos na região, criminosos ligados ao CV (Comando Vermelho) voltaram a tentar avançar sobre a comunidade, que é dominada por milicianos.

Segundo relatos de moradores, durante a ação, um drone teria sido utilizado para lançar uma granada, que atingiu a casa de uma família. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o teto atingido.

O confronto ocorreu na área de mata conhecida como Areal, um dos acessos à comunidade. Ainda de acordo com moradores, traficantes tentaram entrar pelo local, mas encontraram resistência de homens armados ligados à milícia, o que provocou uma intensa troca de tiros.

Em nota, a Polícia Militar informou que o policiamento segue reforçado na localidade e entorno e conta com apoio de unidades especiais da corporação.

A Polícia Civil também se manifestou sobre a situação na comunidade e afirmou que mantém atuação permanente contra organizações criminosas que disputam o controle territorial da região. Segundo a instituição, as ações são desenvolvidas de forma contínua por unidades distritais e especializadas.

Nos últimos dias, a corporação realizou operações voltadas ao combate de grupos que atuam em Rio das Pedras. Na quarta-feira (24), uma ação da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) teve como alvo integrantes de uma milícia investigada por cobrança de taxas extorsivas de moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas para expansão territorial em Rio das Pedras, Catiri e Catonho.

Na semana anterior, a Polícia Civil deflagrou outra operação com foco no núcleo financeiro de uma milícia que atua na região. De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de manter um esquema de extorsão contra comerciantes, moradores e obras públicas, além de operar uma rede de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 25 milhões.