RJ: Operação na Maré deixa três suspeitos mortos e um preso após confronto

Tiroteio também deixou uma criança baleada dentro de uma escola e provocou fechamento da Linha Amarela

Camille Couto, da CNN Brasil, Rio de Janeiro
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Uma operação da Polícia Civil no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, deixou três mortos e um suspeito preso após uma intensa troca de tiros na manhã desta quarta-feira (26). Os suspeitos mortos, segundo a PCERJ, são apontados como seguranças de um chefe da facção criminosa.

Durante a ação, dois fuzis e pistolas foram apreendidos com os envolvidos, segundo informações preliminares repassadas pelas autoridades de segurança.

De acordo com a corporação, informações de inteligência apontaram a movimentação de criminosos fortemente armados no Complexo da Maré, em meio a uma disputa territorial entre facções Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, pelo controle do tráfico de drogas na região. A operação envolve agentes da Ssinte (Subsecretaria de Inteligência) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).

O confronto desencadeou uma série de impactos na região. A Linha Amarela chegou a ser totalmente interditada, no sentido Fundão, por cerca de 15 minutos, na altura da Vila do João, de acordo com o COR (Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio). A via foi liberada por volta das 11h27, mas o trânsito permaneceu lento nos trechos próximos à Maré e a Del Castilho.

Quatro unidades de saúde tiveram o funcionamento interrompido e escolas da região suspenderam as atividades presenciais por questões de segurança. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) orientou servidores e estudantes a permanecerem dentro dos prédios do Campus Maré, recomendou a suspensão da circulação entre os campi de Manguinhos e Maré e interrompeu as rotas dos ônibus circulares.

No Campus do Fundão, duas balas atingiram e atravessaram o prédio da Faculdade de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alunos encontraram os projéteis no interior da unidade, registraram imagens e compartilharam as fotos nas redes sociais. Em movimentação, um helicóptero da Core precisou fazer um pouso no gramado do campus. As atividades presenciais também foram suspensas na universidade.

A CDDHC (Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania da Alerj) informou que acompanha a operação e os impactos causados na rotina da população local.