Saiba o que é estágio 2, fase em que Rio ficou após megaoperação contra CV

Após a normalização da maioria dos serviços urbanos, afetados por megaoperação policial, município retornou ao estágio 1, nível que indica que não há ocorrências de grande impacto na cidade

Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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Após a megaoperação policial que deixou mais de 60 mortos no Rio de Janeiro, a prefeitura voltou ao estágio 1, na manhã desta quarta-feira (29), nivel que indica que não há ocorrências de grande impacto na cidade.

Na terça-feira (28), durante a ação, o município havia sido colocado em estágio 2 às 13h48, devido às interdições intermitentes em diversas vias das zonas Norte, Oeste e Sudoeste, que afetaram o trânsito e o funcionamento de modais de transporte.

Segundo a prefeitura, os estágios são classificados de 1 a 5 e funcionam como mecanismo para que a populaçõa carioca compreenda as condições operacionais da cidade, sendo 1 o nível em que a cidade opera normalmente e 5 o número que representa um cenário operacional mais crítico.

 

No caso do estágio 2, a fase é estabelecida quando há risco de ocorrências de alto impacto na cidade, assim como ocorreu após a megaoperação policial na zona Norte da capital fluminense.

Entenda a classificação feita pela prefeitura

  • Estágio 1 (verde): o nível indica que não há alterações ou ocorrências que provoquem impactos significativos na rotina carioca. Assim, a fluidez do trânsito e as operações da infraestrutura e logística da cidade sofrem baixo ou nenhum impacto;
  • Estágio 2 (amarelo): fase estabelecida quando existe o risco de haver ocorrências de alto impacto na cidade e com potencial elevado de agravamento. É o estágio em que ainda não há impactos na rotina do carioca, porém, a população precisa se manter informada;
  • Estágio 3 (laranja): representa a fase em que uma ou mais ocorrências provocam impactos a cidade e existe a certeza de que haverá ocorrência de alto impacto em um curto prazo. Esse estágio faz referência ao momento em que ao menos uma região da cidade está impactada e afeta diretamente a rotina da população ou parte dela;
  • Estágio 4 (vermelho): o nível indica o momento em que uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes áreas da cidade. Nessa fase, as regiões impactadas geram reflexos graves e importantes na infraestrutura e logística urbana, e afetam de forma severa a rotina da população ou parte dela;
  • Estágio 5 (roxo): fase estabelecida quando ima ou mais ocorrências graves impactam a cidade e os múltiplos danos causados ultrapassam de forma significativa a capacidade de resposta imediata das equipes operacionais da prefeitura. Nesse estágio, as áreas impactadas causam reflexos graves e importantes na infraestrutura e logística urbana, e afetam de forma severa a rotina da população ou parte dela.

Megaoperação

Até às 16h12 de terça, a megaoperação realizada no Rio de Janeiro deixou cerca de 64 mortos. Deste número, 60 são suspeitos, dois policiais civis e dois policiais militares do Bope. As informações foram repassadas pela força de segurança à CNN Brasil.

Na manhã desta quarta-feira (29), a Praça da Penha, na zona Norte da caítal fluminense, amanheceu com uma fila de corpos estendidos em uma lona. Segundo o ativista Raull Santiago, que está no local, cerca de 50 corpos foram retirados por moradores da região de mata do Complexo da Penha durante a madrugada.

Essa, segundo o governo fluminense, é a maior operação policial da história do estado. A ação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, o objetivo principal era combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e lideranças criminosas do CV.

Além das mortes, 81 pessoas foram presas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, que é apontado como o operador financeiro do CV no Complexo da Penha e braço direito do chefe do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo "Doca" ou "Urso".

Com a normalização do cenário urbano nesta quarta-feira, a cidade permanece sob monitoramento dos órgãos municipais, responsáveis por acompanhar possíveis reflexos das operações e garantir a fluidez nas principais vias.

Ainda, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinou que o policiamento permaneça reforçado em todo o estado, nesta quarta. O reforço visa garantir a segurança da população, com atenção especial às vias expressas, zonas Norte e Sudoeste, acessos à Região Metropolitana e modais de transporte público.