Sete suspeitos são mortos em operação contra o Comando Vermelho no Rio

Ação ocorre um dia após a morte de um dos chefes da facção; PMs afirmam que foram recebidos a tiros no Morro do Juramento

Camille Couto e Rafaela Cascardo, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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As forças de segurança realizaram uma operação integrada, nesta sexta-feira (10), que ocorreu simultaneamente em 15 comunidades da zona Norte do Rio de Janeiro, resultando na prisão de 19 pessoas e na morte de sete suspeitos.

Durante a ação, foram apreendidos 10 fuzis, oito pistolas e duas granadas, além da retirada de 11 toneladas de barricadas utilizadas por criminosos.

De acordo com a Polícia Militar, durante o patrulhamento na comunidade, equipes do GAT (Grupamento de Ações Táticas) foram atacadas por um grupo armado. Houve troca de tiros, e os suspeitos acabaram feridos. Eles foram socorridos, mas não resistiram. Com o grupo, os policiais apreenderam quatro fuzis e duas pistolas.

Durante a operação na Muzema, na zona Sudoeste, as equipes encontraram uma casa que servia como ponto de armazenamento de armas e dinheiro da facção. O material encontrado no local foi apreendido e está sendo investigado como parte das atividades do grupo criminoso.

Autoridades reforçam as ofensivas contra o Comando Vermelho

Segundo as autoridades, a ofensiva começou na quinta-feira (9), com a morte do criminoso conhecido como Matuê e de seus seguranças. Em entrevista à imprensa, após a ação, o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, destacou que as operações foram "cirúrgicas".

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, avaliou que a Polícia está conseguindo frear o avanço do CV (Comando Vermelho):

“Não há qualquer diferença entre tráfico e milícia. Eles praticam os mesmos crimes. Para não ficarem mais expostos, os criminosos se utilizaram de urnas para receber dinheiro. O trabalho de investigação identificou essa estratégia”.

O coronel Menezes reforçou a preocupação com a expansão territorial e a resposta do estado nas ações.

“Esta operação vai, de forma exitosa e harmoniosa, buscar resultados que tragam e impeçam a expansão territorial das facções criminosas. Nossa expectativa é que futuramente desenvolvamos mais operações como essa, que produzam resultados significativos para a segurança pública”.

A operação foi encerrada por parte da Polícia Civil, mas a Polícia Militar continua em Jacarepaguá para reforçar o patrulhamento.